Esporte

Mayra Aguiar é bronze e Brasil fica com uma medalha de cada cor

11/08/2016 22h16

Rio de Janeiro, 12 Ago 2016 (AFP) - Depois de dois dias de espera, saiu finalmente a terceira medalha do Brasil nos Jogos do Rio, com o bronze da judoca Mayra Aguiar, depois de ouro de Rafaela Silva, também no tatame, e da prata de Felipe Wu, no tiro esportivo.

Como Mayra era considerada uma das favoritas ao ouro, o resultado ficou abaixo das expectativas, mas foi muito comemorado pela gaúcha, que sorria na cerimônia de premiação como se estivesse no pódio.

O certo é que o judô, considerado o carro-chefe do esporte olímpico do Brasil, não pode mais superar o desempenho de Londres, pelo menos em termos quantitativos. No máximo, pode igualar as quatro medalhas de Londres (um ouro e três bronzes), desde que os dois pesos pesados, Rafael Silva e Maria Suelen Altheman, subam ao pódio.

A natação brasileira ainda corre atrás da primeira medalha, que pode vir ainda nesta quinta-feira, quando Thiago Pereira mergulhará na piscina ao lado de feras como Michael Phelps e Ryan Lochte na prova dos 200 m medley.

Bruno Fratus também vai nadar para tentar se classificar para a final dos 50 m livre.

No vôlei de praia, Evandro e Pedro Solberg respiram aliviados. Com vitória difícil por 2 sets 1 sobre letões, a dupla carioca conseguiu a classificação para as oitavas de final no sufoco, depois de sofrer duas derrotas. Desta forma, todas as quatro duplas do Brasil marcam presença no mata-mata na areia de Copacabana.

No handebol, a seleção masculina surpreendeu ao vencer nada menos que a atual campeã europeia Alemanha (33-30).

Na ginástica artística, Rebeca Andrade ficou em 11º lugar do individual geral feminino, enquanto Jade Barbosa desistiu por lesão depois da segunda rotação.

No tênis, a principal esperança do Brasil era a dupla Marcelo Melo/Bruno Soares, que acabou eliminada na terça-feira. O que poucos esperavam é que Thomaz Bellucci fosse chegar às quartas de final, o que aconteceu, com vitória sobre o belga David Goffin, número 13 do mundo.

Na sexta-feira, o adversário será Rafael Nadal, dono de 14 títulos em Grand Slams e campeão olímpico em Pequim-2008.

A façanha: a superação de Mayra"A primeira coisa que a gente aprende no judô, é cair, para depois se levantar", lembrou Mayra Aguiar, depois de conquistar a medalha de bronze trinta minutos de ver o sonho do ouro escapar com a derrota na semifinal. A gaúcha de 24 anos repetiu o roteiro de Londres-2012, quando também caiu na semi e conseguiu a volta por cima. Na capital inglesa, um dos responsáveis por ajudá-la a colocar a cabeça no lugar foi Aurélio Miguel, primeiro campeão olímpico do judô brasileiro, em Seul-1988. Desta vez, ela recorreu ao seu técnico desde a infância, Antônio Carlos Pereira, o Kiko. "Ele falou: 'Mayra, essa é tua, vamos com tudo. Esse é o teu ouro. Não saia daqui sem ele. Esse me ajudou muito", relatou a campeã mundial de 2014, que se tornou a primeira mulher brasileira a conquistar duas medalhas olímpicas no judô.

A decepção: seleção feminina de basqueteCom quatro derrotas em quatro jogos, o Brasil está eliminado da competição de basquete feminino com uma rodada de antecedência. O revés que fechou o caixão foi diante da França (74-64). As comandadas de Antônio Carlos Barbosa não geravam o mesmo tipo de expectativa que a seleção masculina, mas ninguém imaginava um desempenho tão ruim em casa. Os tempos de Hortência e Magic Paula parecem bem distantes.

As frases"São muitos anos de parceria, muita experiência, a gente se conhece muito bem e sabemos o que precisa ser feito. Sabemos que não vai ser fácil mas agora vamos em busca de um novo objetivo, que são as quartas de final", avisou Talita, depois de fechar com Larissa a fase de grupos do vôlei de praia com 100% de aproveitamento.

"Temos um time maravilhoso, tanto no feminino quanto no masculino. O judô brasileiro é lindo, sempre traz alegrias ao nosso país. Ainda temos muito para crescer, o time feminino ainda é muito jovem, mas já com campeãs olímpicas e campeãs mundiais", analisou Mayra Aguiar, para comentar o momento atual do judô brasileiro.

A históriaEm todos os eventos com torcida brasileira, é a mesma coisa. O barulho da torcida é ensurdecedor. O incentivo por empurrar o atleta da casa rumo à vitória, mas também pode desconcentrar, ainda mais em provas de máxima precisão como a ginástica artística. Rebeca Andrade encontrou uma forma inusitada de lidar com esse problema. "Trabalho muito isso com a psicóloga, ela fica gritando e colocando sons antes das competições. Ela fala para a gente entrar como se estivesse dentro de uma bolha e esquecer todo mundo, só tem eu e o aparelho, funciona". Mesmo assim, a menina de 17 anos confessou que o apoio do público mexeu com ela. "É claro que emociona, todo mundo gritando seu nome, gritando 'Rebeca, Rebeca!", é muito legal, parece que eu sou uma estrela!".

lg

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Esporte

Topo