Esporte

Baby perde para francês 'imbatível' e vai para repescagem

12/08/2016 12h58

Rio de Janeiro, 12 Ago 2016 (AFP) - Medalhista de bronze em Londres-2012, o judoca brasileiro Rafael Silva não foi páreo para o multicampeão francês Teddy Riner, que o derrotou por wazari, nesta sexta-feira, nas quartas de final da categoria acima de 100 kg dos Jogos do Rio.

Apesar da derrota, Baby, como é conhecido o brasileiro, ainda pode sonhar com mais um bronze olímpico: para isso precisa vencer duas lutas na sessão da tarde, que começa às 15h30 (horário de Brasília). Na repescagem, ele terá pela frente o holandês Roy Meyer, que perdeu nas quartas para o israelense Or Sasson.

Contra Riner, o brasileiro tinha um desafio gigantesco: derrotar uma lenda viva do judô, oito vezes campeão mundial, invicto há 95 lutas.

Os dois já haviam se enfrentado no Rio, na final do Mundial de 2013, quando o francês conquistou o hexacampeonato e o brasileiro ficou com a prata.

Apesar do enorme favoritismo de Riner, o público recebeu os dois judocas aos gritos de "eu acredito!".

"Vamos Rafael, é sua vez, você vai fazer história!", bradou um torcedor mais empolgado.

A torcida brasileira gritava "Baby, Baby", enquanto os animados franceses, minoria bastante barulhenta, respondiam com "Teddy, Teddy".

O início de luta foi bastante travado, com ambos os judocas levando um shido, punição por falta de combatividade.

O francês dominava a pegada na manda do quimono, controlando o combate e impedindo o Baby de alcançá-lo.

Faltando 1 minuto e 51 segundos para o fim do combate, Riner aplicou um wazari que deixou o brasileiro em grande desvantagem. Rafael até tentou reverter o prejuízo, mas não teve jeito, o adversário era forte demais.

Pelo menos, o brasileiro teve o mérito de aguentar a luta inteira, sem levar ippon. Na estreia, Riner precisou de apenas 1 minuto e 7 segundos para despachar o argelino Mohamed Amine Tayeb, por imobilização.

O francês busca seu terceiro grande título no Rio. Foi na Cidade Maravilhosa que o ídolo se sagrou campeão mundial pela primeira vez, em 2007, quando tinha apenas 18 anos.

"Eu me sinto bem no Brasil. Foi aqui que conquistei minha primeira medalha, em 2007. Mas além disso, eu me sinto bem aqui, me sinto em casa. Adoro o jeito brasileiro de ser, a alegria de viver. Os brasileiros não se deixam levar pelos problemas da vida", disse a lenda viva à AFP.

O francês busca sua terceira medalha olímpica, depois do bronze em Pequim-2008 e do ouro em Londres-2012.

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