Esporte

Caio Bonfim bate recorde do Brasil mas fica a cinco segundos do bronze

12/08/2016 21h51

Rio de Janeiro, 12 Ago 2016 (AFP) - O brasileiro Caio Bonfim terminou os 20 km da marcha atlética em quarto lugar, batendo o recorde nacional, nesta sexta-feira, dia da estreia do atletismo nos Jogos Olímpicos Rio-2016.

Apenas cinco segundos separaram o atleta brasileiro (1h19:42) do bronze do australiano Dane Bird-Smith (1h19:37). Na frente, dois chineses, o campeão Wang Zhen (1h19:14) e Cai Zelin (1h19.26).

Caio Bonfim, que há quatro anos nos Jogos de Londres ficou em 39º lugar, passou discretamente pelas grandes competições, até o ano passado, quando obteve o sexto lugar no Mundial de Pequim.

Na prova desta sexta-feira, realizada no Pontal, zona oeste do Rio de Janeiro, Bonfim passou nos pontos intermediários dos 16 km e 18 km já em quarto lugar e manteve sua posição até o final, sem conseguir ultrapassar o australiano. Em relação ao quinto lugar, o alemão Christopher Linke, teve 18 segundos de vantagem.

"Termino feliz. O capitalismo diz que é preciso ter medalha, mas um brasileiro ser o quarto do mundo em um esporte pouco popular é fantástico", declarou Caio Bonfim.

Outro brasileiro na prova, Moacir Zimmermann, ficou em 63º (1h33:58), o último entre os que completaram a prova. José Alessandro Bagqio, também do Brasil, não terminou a marcha.

A América Latina abandona, assim, o pódio olímpico da marcha atlética de 20 km, depois de ter conseguido a medalha de prata nas duas edições anteriores, com o equatoriano Jefferson Pérez em Pequim-2008 e com o guatemalteco Erick Barrondo em Londres-2012.

Da prata ao 50º lugarBarrondo foi uma das grandes decepções da prova, terminando a competição entre os últimos, na 50ª colocação.

O atleta centro-americano sofreu desqualificações em várias grandes competições nos últimos anos. Uma delas, no Mundial de Moscou-2013, quando estava em segundo lugar nos últimos quilômetros e brigava pela medalha de ouro.

"Vim com mais fome do que há quatro anos, mas as coisas simplesmente aconteceram assim", lamentou Barrondo.

"A verdade é que eu não esperava, eu vim com vontade, se não de ganhar, de ficar entre os cinco ou seis primeiros lugares, tinha trabalhado para isso", completou.

Além de Caio Bonfim, outro latino-americano terminou no 'Top 10', o colombiano Manuel Esteban Soto (1h20:36), que ficou em nono.

O México, país de tradição na marcha, mas que não ganha uma medalha em um grande evento desde o bronze de Éder Sánchez no Mundial de Berlim-2009, teve como melhor resultado a 14ª colocação de Éver Palma (1h21:24).

Os outros dois atletas mexicanos, Pedro Daniel Gómez (1h22:22) e Julio César Salazar (1h27:38) ficaram em 23º e 52º, respectivamente.

Entre os equatorianos, ainda não há relevo para sua grande referência, Jefferson Pérez.

Andrés Chocho, campeão pan-americano da marcha de 50 km, acabou desqualificado, assim como seu compatriota Mauricio Arteaga.

Há um ano, no Mundial de Pequim, Chocho também foi desqualificado. Naquela ocasião, estava no grupo da frente, brigando por medalhas.

O único equatoriano que concluiu a prova foi Brian Pintado (1h23:44), em 37º.

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