Esporte

Americana Ledecky e etíope Almaz Ayana brilham nos Jogos do Rio

13/08/2016 00h35

Rio de Janeiro, 13 Ago 2016 (AFP) - A nadadora americana Katie Ledecky fez história ao pulverizar o recorde mundial dos 800 m livre para garantir sua quarta medalha de ouro, no sétimo dia dos Jogos do Rio, também marcado pelo recorde e ouro da corredora etíope Almaz Ayana nos 10 mil metros.

Ledecky, jovem prodígio de 19 anos, completou a distância em 8:04.79, quase dois segundos abaixo da antiga marca (8:06.68), que ela mesma tinha estabelecido em janeiro.

A prata ficou com a britânica Carlin Jazz (8:16.17) e a húngara Boglarka completou o pódio (8:16.37).

Ledecky, que venceu os 200, 400 e 800 metros livre, repetiu a façanha de Debbie Meyer nos Jogos de 1968, na Cidade do México.

Ela também ganhou o ouro no revezamento 4x200 m e a prata no 4x100 livre.

Já o mito Michael Phelps não conseguiu ganhar sua 23ª medalha de ouro olímpica na que pode ter sido a última prova individual da sua carreira olímpica, mas somou 27 pódios ao ficar com a prata dos 100 m borboleta nos Jogos Rio-2016.

O ouro foi conquistado pelo jovem de 21 anos Joseph Schooling, de Cingapura, com o tempo de 50.39.

A prova foi tão apertada que, pela primeira vez na história das Olimpíadas, três nadadores dividiram o segundo lugar: Phelps, o sul-africano Chad Le Clos e o húngaro Laszlo Cseh, todos exatamente com o mesmo tempo.

A húngara Katinka Hosszu também foi impedida de conquistar sua quarta medalha de ouro no Rio, ao ser derrotada pela americana Maya Dirado nos 200 m costas.

A 'Dama de Ferro' liderou a prova praticamente de ponta a ponta, mas foi superada na batida e teve que se contentar com a prata, com tempo de 2:06.05, contra 2:05.99 de Dirado

O bronze foi para a canadense Hilary Caldwell (2:07.54).

Na prova dos 50 metros livre, o veterano americano Anthony Ervin, 35 anos, conseguiu a façanha de ganhar o segundo ouro olímpico na prova mais rápida da natação 16 anos depois de Sydney-2000.

O veterano superou o francês Florent Manaudou na batida, com o tempo de 21.40, contra 21.41 do francês. O bronze ficou com outro americano, Nathan Adrian (21.49).

Na jornada inaugural do Atletismo, a etíope Almaz Ayana conquistou a primeira medalha de ouro do torneio, com direito a novo recorde mundial, na prova dos 10.000 metros disputada no estádio Olímpico do Engenhão.

A atleta de 24 anos assumiu a liderança no meio da prova e não perdeu o ritmo para completar a distância com o tempo de 29 minutos, 17 segundos e 42 centésimos.

A queniana Vivian Jepkemoi Cheruiyot (29:32.53) levou a medalha de prata. A queniana Tirunesh Dibaba (29:42.56), uma das favoritas da prova e campeã em Londres-2012, ficou desta vez com o bronze.

O novo recorde mundial de Ayana é 14 segundos mais rápido que a marca anterior, que havia sido estabelecida em 1993 pela chinesa Wang Junxia (29:31.78).

Ainda no Engenhão, a americana Michelle Carter conquistou o ouro no arremesso de peso, ao final de uma disputa intensa, com a marca de 20,63 metros.

Carter superou no último momento a neozelandesa Valerie Adams (20,42 m), bicampeã olímpica, que teve a chance de se tornar a primeira mulher da história a conquistar três títulos olímpicos na mesma prova individual.

A húngara Anita Márton conquistou o bronze (19,87 m).

No judô, o mito Teddy Riner mostrou mais uma vez que é imbatível ao conquistar sua segunda medalha de ouro consecutiva em Olimpíadas, enquanto a também francesa Émilie Andéol surpreendeu a todos ao conquistar o título feminino nos pesos pesados, com vitória sobre a favorita cubana Idalys Ortiz.

Oito vezes campeão mundial, Riner, de 27 anos, está invicto há 98 lutas em competições internacionais, desde setembro de 2010, em Tóquio, quando perdeu para o japonês Daiki Kamikawara por decisão dos árbitros.

Na final desta sexta, ele superou outro japonês, Hisayoshi Harasawa, em luta tensa vencida apenas por ter uma penalidade a menos que ao adversário (2 a 1).

As medalhas de bronze foram para o brasileiro Rafael Silva, o Baby, e o israelense Or Sasson.

Émile Andéol, que não estava entre as favoritas, conseguiu a façanha de derrotar no 'golden score' a campeã olímpica e bicampeã mundial Idalys Ortiz.

As medalhas de bronze ficaram com a chinesa Song Yu e a japonesa Kanae Yamabe.

Recorde no ciclismoA equipe masculina britânica de perseguição voltou a fazer história nesta sexta-feira, com a medalha de ouro e a quebra do recorde mundial, coroando Bradley Wiggins como o ciclista com mais medalhas da história olímpica.

A Grã-Bretanha, que já tinha batido o recorde na primeira fase, venceu os australianos com um tempo de 3:50.265 com velocidade média de 62,536 km/h.

A Austrália, que dominou a prova até os últimos 1.000 m (de um total de 4.000), sucumbiu à investida final dos europeus e acabou cedendo quase um segundo (3:51.008)

Com esta medalha, Wiggins soma oito no total (cinco ouros, uma prata e dois bronzes) e se torna o britânico - assim como o ciclista - com mais medalhas da história, à frente de Chris Hoy, que conquistou sete (seis ouros e uma prata).

A Dinamarca foi bronze com um tempo de 3:53.789. A Nova Zelândia ficou com a quarta colocação por quase três segundos (3:56.753).

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