Esporte

Derrota no basquete marca sábado olímpico de decepções para o Brasil

13/08/2016 21h05

Rio de Janeiro, 14 Ago 2016 (AFP) - O segundo sábado olímpico não foi dos melhores para o Brasil, se tornando mais um dia sem medalha e com diversas decepções, nenhum maior que no basquete masculino, uma derrota para a arquirrival Argentina num duelo de tirar o fôlego decidido na segunda prorrogação.

Precisando da vitória para se colocar em ótima situação de classificação às quartas de final, o Brasil fez partida equilibrada de início ao fim contra os Argentinos, que novamente entraram em quadra com muitos jogadores da geração campeã olímpica em 2004.

O espetáculo dentro de quadra só foi superado pelo show das duas torcidas rivais nas arquibancadas, que apesar da rivalidade e provocações tiveram comportamento exemplar.

No fim, quem voltou para casa triste foram os brasileiros, que deixaram escapar a vitória na segunda prorrogação, perdendo o jogo por 111-107.

Decepcionada com o basquete, a torcida brasileira voltou as atenções para as 9ª e 10ª regatas da classe Laser na vela, na qual, o multicampeão Robert Scheidt poderia se aproximar do ouro olímpico.

Também não deu. Scheidt, que chegou ao penúltimo dia de disputa na segunda colocação, teve dia para esquecer. Os 27º e 11º lugares nas duas regatas fizeram o cinco vezes medalhista em Jogos Olímpicos cair para a 5ª colocação no geral, fora da briga pelo ouro.

Agora, na última regata, a famosa 'Medal Race', Scheidt precisará de um ótimo resultado para buscar o bronze, que também parece longe.

Quem acabou salvando o dia para o Brasil foi a dupla do vôlei de praia Alison e Bruno, favoritos ao ouro e que tiveram exibição de gala contra os espanhóis Herrera e Gavira, vencendo em dois sets (24-22, 21-13).

Além da classificação às quartas de final, a torcida brasileira pôde comemorar a recuperação do 'Mamute' Alison, que há dois dias sofreu torção no tornozelo, mas que neste sábado se mostrou um verdadeiro monstro na rede.

Mas, como diz o ditado: "Alegria de pobre dura pouco", e, num dia repleto de decepções para o Brasil, a outra dupla masculina, formada por Pedro e Evandro, foi eliminada.

Os brasileiros, que penaram para garantir a classificação às oitavas e não vinham apresentando bom rendimento, caíram diante dos russos Barsuk e Liamin em três sets (16-21, 21-14, 15-10).

A FAÇANHAA paz que reinou entre as torcidas brasileira e argentina no duelo de enorme rivalidade entre os países no basquete. O confronto, visto com preocupação pela organização, contou com a ajuda dos jogadores para manter a tranquilidade nas arquibancadas. Antes da partida, os capitães Marcelinho Huertas e Luis Scola pediram aos torcedores "respeito e espírito olímpico", afirmando que "Somos irmãos sul-americanos e pedimos que todos torçam civilizadamente". Funcionou. Os xingamentos, brincadeiras e canções provocativas apareceram de ambos os lados, mas em nenhum momento as torcidas se desentenderam, proporcionando um lindo espetáculo e um ambiente contagiante.

O FRACASSOÉ difícil chamar de fracasso algo que já não gera grandes expectativas, mas o atletismo brasileiro segue impressionando pela falta de competitividade a nível internacional. Neste sábado, nenhum atleta do país conseguiu passar de fase. Nos 100 m rasos, Vitor Hugo do Santos fez o 48º melhor tempo. No salto triplo, Keila Costa, em sua quarta olimpíada, conseguiu a 24ª marca do dia. Nos 400 m rasos, Geisa Coutinho (25º) e Jailma Lima (36ª) ficaram pelo caminho, assim como Juliana dos Santos nos 3.000 m (36ª).

AS FRASES"O Brasil jogou melhor durante muitos minutos do jogo, teve mais paciência e foi mais inteligente. Conseguimos chegar à prorrogação contra um Brasil cansado e repleto de jogadores pendurados de faltas", admitiu o técnico da equipe argentina de basquete, Sérgio Hernández.

"Fizemos um grande esforço para chegar até aqui e quero deixar claro que não vamos parar de fazer esse esforço até o último segundo do último jogo olímpico, porque ainda temos chances de passar (às quartas de final)", garantiu Ruben Magnano, técnico da seleção brasileira de basquete, triste pela derrota, mas orgulhoso da postura de sua equipe na derrota para os 'hermanos'.

"Vamos ter que dar um tempo para pensar no futuro, mas acho que minha parceria vai continuar a ser com Pedro mesmo, não temos nenhum problema e acreditamos muito na nossa dupla", afirmou Evandro após uma decepcionante campanha no vôlei de praia.

A HISTÓRIAO pugilista aposentado Floyd Mayweather, tão famoso pela habilidade no ringue quanto pela fanfarronice fora dele, foi presença ilustre dos Jogos Olímpicos Rio-2016 neste sábado. 'Money', como é conhecido o americano devido a seu amor pelo dinheiro e por ostentar sua riqueza nas redes sociais, apareceu no Pavilhão 6 do Riocentro para curtir algumas lutas de torneio de boxe, imediatamente chamando a atenção de fotógrafos e do público. A mensagem no Twitter, porém, foi surpreendentemente humilde: "Aqui, vendo um pouco de arte e cultura na cidade do Rio de Janeiro". Devem ser os ares olímpicos que estão lhe fazendo bem.

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