Esporte

Brasil faz história com prata e bronze na final do solo; britânico leva o ouro

14/08/2016 20h05

Rio de Janeiro, 14 Ago 2016 (AFP) - A ginástica artística brasileira fez história neste domingo nos Jogos Olímpicos: Diego Hypolito levou a medalha de prata e Arthur Nory o bronze na final do solo, vencida pelo britânico Max Whitlock.

O britânico recebeu nota 15.633, enquanto Diego garantiu o segundo lugar com 15.533 e Nory completou o pódio graças à nota 15.433.

A medalha representa a redenção para Hypolito, 30 anos, campeão mundial em 2005 e 2007, mas que ficou longe do pódio em Pequim-2008, quando era favorito, e em Londres-2012.

Nory, 22 anos, teve que esperar a nota do último ginasta na disputa, o americano Samuel Mikulak, para saber se subiria ao pódio.

Quando a nota do rival não superou a de Nory, a Arena Olímpica do Rio veio abaixo. Os ginastas exibiram uma bandeira do Brasil para o público.

Diego Hypolito foi o segundo a se apresentar na final, depois do astro japonês Kohei Uchimura, mas 'King Kohei' cometeu vários erros e obteve uma nota abaixo do que era esperado (15.241).

O ginasta de 30 anos fez uma apresentação segura, sem erros, e foi ovacionado pelo público. Ao final, emocionado, agradeceu aos torcedores e abraçou o técnico Marcos Goto, o mesmo de Arthur Zanetti, com o qual passou a treinar nos últimos meses.

Os gritos de "Diego, Diego" voltaram com força total.

O terceiro a se apresentar foi o britânico Whitlock. Com um exercício quase impecável ele superou o brasileiro em 0.100 (mesma nota de dificuldade, 6.800, mas superior na execução 8.833 contra 8.733), o que terminou por definir a medalha de ouro.

Nory foi o quinto e depois da sua nota, o placar mostrou os dois brasileiros na segunda e terceira posições.

A torcida, então, passou a aguardar com ansiedade as pontuações dos últimos três ginastas. Com a apresentação do penúltimo, o japonês Kenzo Shirai, Hypolito já estava garantido no pódio. Mas restava o americano.

E após alguns segundos de tensão, a final do solo entrou para a história: dois brasileiros no pódio, algo inimaginável há alguns anos.

Agora o Brasil tem uma medalha de ouro, duas de prata e três de bronze nos Jogos Olímpicos. Além disso, com a classificação de Robson Conceição para a final da categoria ligeiro do boxe, o país já tem mais uma medalha garantida.

Volta por cimaHypolito, campeão mundial em 2005 e 2007, chegou a Pequim-2008 como favorito para a prova do solo e conseguiu a melhor nota na classificação, mas sofreu uma queda ao fim da apresentação e terminou em sexto lugar.

Em Londres-2012, sofreu uma queda ainda nas classificatórias e não conseguiu passar para a final.

"Eu tive duas Olimpíadas que foram momentos difíceis para mim e eu consegui hoje me superar. Este resultado é muito do Marcos Goto, que acreditou em mim quando ninguém acreditou. Quando todos falaram que eu não tinha chance, que eu atrapalhava a equipe, este cara acreditou em mim e este cara é um campeão olímpico", afirmou.

O ginasta, que já admitiu ter passado por problemas de depressão, conseguiu neste domingo espantar seus fantasmas.

"Estou muito contente, na hora da última passada veio um filme de Pequim e eu falei 'tira esse pensamento, você treinou e se dedicou'".

"Já caí de bunda, já caí de cara. Aqui eu caí de pé", declarou, ao recordar as decepções nas Olimpíadas anteriores.

Sua participação nas Olimpíadas do Rio de Janeiro era incerta há poucos meses, mas ele mostrou seu valor no primeiro dia de competições ao garantir vaga na final do solo e ajudar o Brasil a avançar para a decisão por equipes pela primeira vez na ginástica artística masculina.

Diego, que já falou que pretende continuar competindo e sonha com os Jogos de Tóquio-2020, também reconheceu que a conquista da tão sonhada medalha olímpica veio em um momento em que ele não se encontra tão bem quando em outras Olimpíadas.

Arthur Nory, da nova geração da ginástica brasileira, demonstrou que o trabalho iniciado há alguns anos apresenta resultados.

"Realmente passa um filme na cabeça de tudo que você passou, principalmente o Diego, três Olimpíadas aí lutando. A gente agora é medalhista olímpico, a gente está muito feliz, a gente sonhava junto, a gente acreditava, dois finalistas juntos. É uma emoção muito boa, muito gratificante, de acreditar no seu sonho", disse.

Com as medalhas deste domingo, a ginástica artística brasileira soma três pódios em Jogos Olímpicos: o primeiro foi o ouro conquistado por Arthur Zanetti nas argolas nos Jogos de Londres, há quatro anos.

O Brasil ainda disputa três finais nos Jogos Olímpicos. Na segunda-feira, Zanetti vai tentar o bicampeonato nas argolas e Flávia Saraiva se apresenta na trave de equilíbrio. Na terça-feira, Francisco Barreto será o representante do país na disputa de medalhas da barra fixa.

fp

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