Esporte

Paes vai se reunir com Comitê Paralímpico Internacional para garantir Jogos

14/08/2016 20h32

Rio de Janeiro, 14 Ago 2016 (AFP) - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, se encontrará na segunda-feira com os chefes do Comitê Paralímpico Internacional para discutir medidas que garantam a realização dos Jogos em setembro, após uma decisão judicial que bloqueou transferências de dinheiro da União e do município para o Rio-2016.

"O prefeito Eduardo Paes se reúne nesta segunda-feira com o presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Philip Craven, e com o CEO, Xavier González. Vão discutir medidas que garantirão a realização dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, que começam em 7 de setembro", disse a Prefeitura em um comunicado.

Uma juíza federal proibiu na sexta-feira passada que o governo federal e o governo municipal do Rio de Janeiro transfiram dinheiro para o comitê organizador do Rio-2016 até que seus gastos sejam divulgados publicamente, informou a Agência Brasil.

Todos os gastos deverão ser enviados também para o Ministério Público Federal e para o Tribunal de Contas da União, afirmou na sua decisão a juíza federal Marcia Maria Nunes de Barros, que acatou um pedido da procuradoria de que haja mais transparência nos gastos de dinheiro público nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro.

A juíza fixou uma multa diária de R$ 100.000 se a decisão não for cumprida.

O Comitê Rio-2016 afirma que todo seu orçamento vem de dinheiro privado e que não recebeu verbas públicas, e anunciou que vai recorrer da decisão.

"Não fizemos nenhum pedido de dinheiro" às autoridades brasileiras, disse no domingo a jornalistas Mario Andrada, diretor de Comunicação do Rio-2016.

"Ainda não recebemos essa decisão judicial. Mas já adianto que vamos recorrer, vamos discutir essa questão nos tribunais. Estamos convencidos de que temos boas relações com governos e patrocinadores e caminhamos para terminar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos sem deixar dívidas", acrescentou.

O jornal O Globo afirmou neste domingo que a Olimpíada não corre risco, mas que a Paralimpíada poderia ser anulada se não houver recursos de empresas estatais ou privadas para o Rio-2016.

Segundo a lei, se há um déficit nas contas do Rio-2016, os governos do estado e do município do Rio de Janeiro devem saldar as dívidas. Mas o Brasil atravessa sua pior recessão em quase um século, e os brasileiros observam com lupa os gastos considerados desnecessários.

A prefeitura do Rio de Janeiro se jacta de realizar uma Olimpíada "barata" e sem luxos, com um orçamento inferior ao se outros eventos olímpicos. O orçamento do Comitê Rio-2016, que sofreu vários cortes devido a crise, fechou em R$ 7,4 bilhões.

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