Esporte

Bolt permanece no topo com tri inédito nos 100 m

15/08/2016 00h13

Rio de Janeiro, 15 Ago 2016 (AFP) - Depois de passar por Pequim, Londres e agora o Rio de Janeiro, Usain Bolt se tornou para sempre uma lenda do esporte, ao se consagrar neste domingo o primeiro velocista da história a vencer três vezes seguidas a prova olímpica dos 100 metros rasos.

O jamaicano completou a final da prova nos Jogos Olímpicos Rio-2016 em 9 segundos e 81 centésimos, sua melhor marca do ano, superando seu grande rival, Justin Gatlin (9.89), que ficou com a medalha de prata.

O jovem canadense Andre De Grasse levou o bronze (9.91), deixando fora do pódio o também jamaicano Yohan Blake, que havia faturado a prata nos Jogos de Londres-2012.

"Foi brilhante. Não fui tão rápido assim, mas estou muito feliz por ter vencido. Eu avisei que iria acontecer", provocou Bolt logo depois da prova.

Bastou o 'Raio' aparecer na pista do estádio Olímpico Nilton Santos para causar um estrondo nas arquibancadas.

O estádio, por incrível que pareça, não estava totalmente lotado, mas os gritos de "Bolt, Bolt Bolt" provocavam um barulho ensurdecedor.

-'Imortal'-Na hora da largada, fez-se silêncio no estádio, com muita tensão no ar. O astro teve uma temporada complicada, com uma lesão muscular às vésperas dos Jogos e muitos tinham dúvidas se ele estava realmente a 100%.

Como de costume, o jamaicano saiu atrás dos rivais na largada. Gatlin saiu muito bem do bloco, abrindo uma vantagem que parecia inalcançável, mas impossível não combina com Bolt.

O multicampeão conseguiu alcançá-lo com sua passada impressionante, antes de bater no peito na altura da linha de chegada.

"Essa vitória significa muito. Na verdade, significa tudo. Estou muito feliz, foi para isso que eu vim", vibrou o jamaicano, em entrevista ao canal France Télévision.

Mais do que nunca, o 'Raio' tem tudo para realizar o sonho do 'triplo-tricampeonato'.

O jamaicano de 29 anos já defendeu o título dos 100 m, onde tem a maior concorrência. Resta fazer o mesmo nos 200 m, na próxima sexta-feira, e no revezamento 4x100 m no sábado.

"Alguém disse que eu posso me tornar imortal. Só faltam mais duas medalhas", sentenciou

Seu primeiro título no revezamento, porém, foi manchado pelo doping do companheiro de equipe Nesta Carter, em Pequim-2008, o que eventualmente pode obrigar o astro a devolver sua medalha.

- Gatlin vaiado -No Mundial de Pequim-2015, Bolt também havia chegado cercado de incertezas, diante de um Gatlin que era visto como o vilão da história, por já ter sido flagrado duas vezes por doping. Isso não o impediu de vencer as três provas que disputou, somando 11 títulos mundiais.

Mais uma vez, o americano foi vaiado copiosamente cada vez que aparecia no telão, enquanto o jamaicano era aclamado a cada movimento.

Apesar da derrota e das vaias, Gatlin ficou satisfeito com seu desempenho.

"Aos 34 anos, competir com vários garotos e conseguir mais um pódio é realmente muito bom. Trabalhamos 365 dias no ano para estar aqui durante nove segundos. Essa medalha é para meu filho. Se você está assistindo, eu te amo, meu filho", reagiu o americano.

Até Bolt estranhou a atitude do público, que jogou por terra todos os esforços realizados por Gatlin para ganhar o carinho do público carioca, como sua participação ao desafio Mano a Mano, outrora protagonizado pelo jamaicano, uma corrida sob chuva, em uma pista flutuante, no parque da Quinta da Boavista.

"Fiquei surpreso com isso. É a primeira vez que ouço vaias como essas em um estádio, mas consegui me manter focado", comentou Bolt depois da sua vitória.

O grito de comemoração da torcida com a vitória de Bolt foi de dar inveja a qualquer craque de futebol que faz um gol do título ao seu time.

No país do futebol, o Rio tem um novo Rei. Ele mesmo disse que só poderia ser comparado a lendas como Pelé ou Muhammad Ali se defendesse seus três títulos na Cidade Maravilhosa. A resposta virá na próxima semana.

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