Esporte

Brasil tem dia de pódios com Arthur Zanetti e Poliana Okimoto

15/08/2016 21h04

Rio de Janeiro, 16 Ago 2016 (AFP) - A primeira semana olímpica foi de poucas medalhas para o Brasil, mas os atletas do país acordaram e, com a prata de Arthur Zanetti nas argolas e o bronze de Poliana Okimoto na maratona aquática, nesta segunda-feira, o Brasil embalou algo inédito: dois dias seguidos com dois atletas no pódio.

No domingo, Diego Hipolito e Arthur Nory haviam conquistado a prata e o bronze, respectivamente, no exercício de solo, o que não deixou de ser um resultado surpresa, bem diferente de Zanetti.

O campeão olímpico em Londres-2012 nas argolas era tido como medalha certa em sua modalidade preferida, a dúvida era só qual seria a cor da medalha.

Com uma boa apresentação que lhe valeu 15.766, Zanetti precisou se contentar com a prata, porque seu arquirrival e atual campeão do mundo nas argolas, o grego Eleftherios Petrounias, deu um verdadeiro show, recebendo -merecidamente- uma nota 16.000, digna de um novo campeão olímpico.

Do Parque Olímpico da Barra da Tijuca para a praia de Copacabana, onde o Brasil levou o bronze na maratona aquática 10 km com Poliana Okimoto.

A nadadora fez ótima prova, sempre esteve dentro do pelotão de líderes, mas foi superada no fim pelas adversárias e bateu na placa de chegada na quarta colocação.

Quando chegou na areia, estava desolada com a chance de medalha perdida. Mal sabia ela, porém, que o bronze já era dela, devido à desclassificação da francesa Aurelie Muller, que empurrou ilegalmente a italiana Rachele Bruni na chegada e perdeu sua medalha de prata.

Poliana merece todos os elogios pela histórica conquista: ela se tornou a primeira nadadora brasileira a subir ao pódio em Jogos Olímpicos.

As areias de Copacabana guardavam outra felicidade para a torcida do Brasil. Na Arena de vôlei de praia, Alison e Bruno derrotaram os americanos Dalhausser e Lucena por 2-1 (21-14, 12-21, 15-9) numa partida considerada por muitos como a final antecipada da competição.

A vitória valeu aos brasileiros a classificação às semifinais, nas quais enfrentarão os holandeses Brouwer e Meeuwsen por uma vaga na grande final.

A FAÇANHAA ginástica brasileira. Em um país de pouca tradição na modalidade, a ginástica vem se confirmando como uma fonte de medalhas para o Brasil nos Jogos Rio-2016 e parece querer tirar do judô o título de 'carro-chefe' do esporte olímpico. Com a prata conquistada por Zanetti nesta segunda-feira, a ginástica igualou número de medalhas do judô no Rio-2013, com três cada. A diferença que pesa a favor do tatame, porém, é o ouro de Rafael Silva, único do Brasil até agora.

A DECEPÇÃOApesar do bronze de Poliana Okimoto, a maratona aquática 10 km feminina acabou tendo uma decepcionante atuação de Ana Marcela Cunha, bronze no mundial de Kazan-2015 e quinta colocada nos Jogos de Pequim-2008. Nadando em casa em águas conhecidas, a baiana era tida como uma das favoritas ao ouro, mas não conseguiu aguentar o ritmo do pelotão da frente e, sem conseguir se alimentar durante a prova devido à confusão na água nas passagens pelos pontos de hidratação, acabou não aguentando o ritmo do pelotão de líderes, terminando no 10º lugar.

AS FRASES"Estou super feliz, uma prata aqui é um grande resultado. O nosso objetivo era medalhar. O resultado da ginastica hoje é o melhor dos últimos tempos, e vai demorar para ser melhor do que isso", comemorou um satisfeito Arthur Zanetti.

"Eu não sabia que tinha ganhado a medalha, eu não estava acreditando enquanto não saía o resultado oficial. Foram vocês (da imprensa) que me avisaram, aí sim vem o choro e todas as emoções boas que a gente sente na hora", admitiu Poliana Okimoto ao sair da água, pega de surpresa pela desclassificação da francesa Aurelie Muller.

"O barco francês deu uma marcada na gente que acabou atrapalhando nossa regata, mas faz parte do jogo e a gente não conseguiu se recuperar depois disso", explicou Kahena Kunze, referindo-se ao fato das francesas Steyaert/Compan terem tentado 'roubar' seu vento durante a 9ª regata da classe 49er RX.

A HISTÓRIAOs atletas e jornalistas estrangeiros já estão começando a se acostumar com o jeito do brasileiro ovacionar qualquer atleta da casa e vaiar os adversários, não importando a nacionalidade. Mas o que o público do boxe foi fez de surpreender qualquer um.

Enquanto aguardavam as lutas dos brasileiros Robenílson de Jesus e Robson Conceição, o público encontrou um jeito de mostrar todo seu patriotismo apoiando... o árbitro do combate entre sendbaatar Erdenebat, da Mongólia, e Dzmitry Asanau, de Belarus, pela categoria até 56 kg.

A explicação era simples: o dono do apito era o brasileiro Jones Kennedy Silva do Rosário, que a cada vez que interferia na luta, recebia um coro de apoio das arquibancadas, aos gritos de "Juiz! Juiz!".

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