Esporte

Poliana Okimoto é bronze após desclassificação de francesa na maratona aquática

15/08/2016 13h03

Rio de Janeiro, 15 Ago 2016 (AFP) - A brasileira Poliana Okimoto conquistou a medalha de bronze da maratona aquática dos Jogos Rio-2016, nesta segunda-feira na praia de Copacabana, beneficiada pela desclassificação da francesa Aurelie Muller, em prova vencida pela holandesa Sharon van Rouwendaal.

Poliana terminou a prova na quarta colocação com tempo de 1 hora, 56 minutos e 51 segundos, atrás de Van Rouwendaal (1:56:32), de Muller e da italiana Rachele Bruni (1:56:49), mas a francesa foi desclassificada por empurrar de maneira ilegal Bruni no momento de bater na placa de chegada.

A federação francesa entrou com recurso contra a punição de Muller após a prova, mas o pedido foi negado pela comissão de árbitros, oficializando o 3º lugar de Poliana e o vice-campeonato de Bruni.

A medalha de bronze nos Jogos Rio-2016 para Poliana é uma verdadeira façanha, tornando a paulista a primeira mulher do país a subir ao pódio em Jogos Olímpicos na natação.

- Medalha surpresa -Poliana voltou para terra firme muito abalada, sem saber da punição contra Muller, e só foi informada do bronze pelos jornalistas que queriam entrevistá-la. Com a notícia, a nadadora se emocionou, chorando de felicidade.

"Eu não sabia que tinha ganhado a medalha, eu não estava acreditando enquanto não saía o resultado oficial. Foram vocês (da imprensa) que me avisaram, aí sim vem o choro e todas as emoções boas que a gente sente na hora", declarou após a prova com um enorme sorriso no rosto.

O ótimo resultado serve de redenção para Poliana, 33 anos, que nos Jogos de Londres-2012 não conseguiu completar a prova devido a uma hipotermia, causada pela águas geladas da capital britânica.

"Londres foi uma experiência muito difícil para mim e esse ano tentei deixar aquilo de lado, porque havia a previsão de que a água estaria fria aqui. Eu treinei para qualquer tipo de mar, frio, quente, revoltoso... Mas Deus é brasileiro e deixou a água numa temperatura boa", brincou a paulista.

O Brasil também contou com a participação na maratona aquática 10 km de Ana Marcela Cunha, tida como uma das favoritas ao ouro, mas a baiana terminou no decepcionante 10º lugar (1:57:29).

"Eu me preparei por 8 anos para voltar para uma Olimpíada, eu estava cogitada como uma das favoritas, eu sei que o que eu fiz aqui foi meu máximo, mas não foi digno de uma bicampeã mundial, eu sei disso", lamentou Ana Marcela, visivelmente abalada.

"Eu deveria ter me alimentado três vezes durante a prova e só consegui uma vez, porque alguém derrubou meu saquinho na segunda volta", explicou, referindo-se à confusão na água durante as passagens pelos pontos de hidratação.

"A gente sabe que os detalhas fazem a diferença. Hoje não foi meu dia, mas saio de cabeça erguida e já pensando em Tóquio (Jogos de 2020)", garantiu a jovem de 24 anos.

- Briga no pelotão da frente -Desde a largada, nas areias de Copacabana, era evidente que o Brasil lutaria por uma medalha na maratona aquática.

Poliana se manteve no pelotão da frente por praticamente toda a prova, que a cada volta tinha uma nova líder. Nos primeiros 2.5 km, a primeira colocação era da polonesa Eva Risztov, que deu lugar à francesa Aurelie Muller na segunda volta.

Na terceira volta, com 7 km percorridos, Van Rouwendaal deu o bote e se tornou a primeira nadadora a conseguir desgarrar do pelotão, uma vantagem que foi se tornando inalcançável para as outras competidoras.

Ao mesmo tempo, Ana Marcela Cunha foi se distanciando demais dos perseguidores da holandesa, praticamente impossibilitando um sprint final decisivo, algo que a baiana é conhecida por fazer.

No último quilômetro, o ouro parecia decidido, com Van Rouwendaal, atual vice-campeã mundial da maratona aquática, conseguindo abrir 4 corpos de diferença para Poliana, Muller, Bruni e a chinesa Xin Xin.

A briga por completar o pódio, porém, se anunciava emocionante. No sprint final, a chinesa ficou para trás e Poliana, visivelmente cansada, não aguentou o ritmo de Muller e Bruni, que bateram praticamente ao mesmo tempo na placa de chegada.

Mas a francesa, atual campeã mundial, na ânsia de conquistar a prata, acabou subindo em Bruni para tocar na placa em segundo lugar, afundando a italiana, que teve que se contentar com a terceira colocação.

Rapidamente, os árbitros da prova perceberam a movimento ilegal de Muller, que foi desclassificada, dando o bronze à Poliana, que havia batido em quarto.

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