Esporte

Brasil faz jogo duro com a França, mas cai nas quartas do handebol masculino

17/08/2016 14h01

Rio de Janeiro, 17 Ago 2016 (AFP) - A seleção brasileira de handebol masculino mostrou muita garra, mas foi eliminada nas quartas de final dos Jogos do Rio ao ser derrotada por 34 a 27 pela França, atual bicampeã olímpica, nesta quarta-feira.

A torcida fez sua parte e transformou a Arena do Futuro em um verdadeiro caldeirão.

Os comandados do técnico Jordi Ribera venderam caro a derrota, com um primeiro tempo heroico, que terminou empatado em 16 a 16.

A França deu de cara com uma pedra no caminho rumo ao inédito tricampeonato, mas fez valer a experiência depois do intervalo para vencer com margem confortável.

"Sabíamos da dificuldade do jogo. No primeiro tempo, conseguimos jogar numa intensidade muito alta, mais caímos um pouco no segundo, porque tentamos acompanhar o ritmo dos caras", lamentou Thiagus.

Na semi, os 'Bleus' terão pela frente o adversário do confronto entre Alemanha e Catar.

A seleção feminina do Brasil também caiu nas quartas, perdendo por 32 a 23 para a Holanda, mas a derrota foi bem mais frustrante, já que as meninas, campeãs mundiais em 2013, eram consideradas favoritas.

No masculino, a seleção brasileira nunca havia vencido uma seleção europeia em um torneio olímpico de handebol masculino, mas surpreendeu a todos no Rio, ao superar Polônia e Alemanha.

Contra a França, fez jogo duro e se despediu de cabeça erguida, ovacionada pelo público, que cantou no final "sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor".

- Garra e defesa agressiva -Na primeira bola, o Brasil mostrou que não seria presa fácil para os bicampeões olímpicos: uma grande defesa do goleiro Maik em ataque de Karabatic, considerado um dos melhores jogadores do mundo.

Na sequência da jogada, Zé Guilherme abriu o placar para os donos da casa, para a alegria da torcida, que vaiava cada posse de bola francesa e gritava "uh, defesa".

Os 'Bleus', porém, não se intimidaram. Com jogo mais fluido, conseguiram se impor sua superioridade técnica para abrir vantagem de 5 a 2 com cinco minutos de jogo.

Cada erro de passe brasileiro virava contra-ataque letal, como no golaço marcado por Guigou, que recebeu passe alto de Abalo e e emendou de primeira para as redes.

Tudo indicava que os franceses iriam disparar no placar, mas não foi o que aconteceu. Com muita garra e uma defesa agressiva, os brasileiros conseguiram virar para 6-5 com Zé Guilherme.

O placar seguiu apertado e o Brasil conseguia se manter no jogo graças a defesas sensacionais de Maik, uma delas em tiro de sete metros de Guigou.

No final do primeiro tempo, a França começou a acertar a marcação e Thierry Omeyer, o melhor goleiro do mundo, acionou a função 'paredão'. Com defesas sensacionais, fechou o gol e ajudou a França a abrir 15-12.

Mais uma vez, porém, quando menos se esperava, o Brasil conseguiu reagir para empatar a partida e chegou ao intervalo com placar de 16-16. Uma façanha tão inesperada que os jogadores brasileiros saíram de quadra empolgados, pedindo ainda mais apoio da torcida.

- Caldeirão sem caldo -Quando começou a segunda etapa, o público já cantava "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor".

A França continuava mostrando todo seu talento e experiência, mas o Brasil respondia com garra e chegou a vencer por 21-20 aos 6 minutos, com um golaço de Thiagus. A Arena do Futuro foi à loucura, aos gritos de "uh, pulaê, deixa o caldeirão ferver!"

O caldeirão ferveu, mas o Brasil parou de dar caldo. Os 'Bleus' colocaram a cabeça no lugar e abriu 26-22 aos 13 minutos.

A diferença aumentou logo para seis (29-23), mas o público continuou cantando "eu acredito".

A fé da torcida não bastou e a França administrou a vantagem até o fim, garantindo a classificação para as semifinais.

"Estou triste, chateado porque acho que poderíamos ter vencido. Colocamos eles em apuros. Mas daqui a pouco vou estar feliz, com sensação de que fizemos de tudo", resumiu Thiagus.

Depois do apito final, as duas equipes deram as mãos para saudar a torcida juntas, sinal do grande respeito que a França mostrou pelo adversário que deu mais trabalho do que o esperado. A torcida retribuiu cantando "time de guerreiros".

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