Esporte

Justiça autoriza repasse de verba às Paralimpíadas

17/08/2016 22h03

Rio de Janeiro, 18 Ago 2016 (AFP) - A Justiça Federal anunciou, nesta quarta-feira (17), que autorizou o desbloqueio de recursos públicos para o Comitê Organizador da Rio-2016 para garantir o bom andamento dos Jogos Paralímpicos.

As Paralimpíadas acontecem de 7 a 18 de setembro.

Uma juíza de um tribunal federal do Rio havia proibido, na última sexta (12), que prefeitura e governo federal repassassem dinheiro público para o evento, alegando falta de transparência em sua utilização.

A decisão deixou no ar a realização, ou não, dos Jogos Paralímpicos por falta de recursos.

A Justiça deu razão à Prefeitura e ao governo federal, que tinham recorrido da decisão da magistrada, embora tenha informado que a suspensão não significa encerrar a ação iniciada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Assim, o tribunal considerou apropriada a manutenção de um amplo exame da contabilidade da Rio-2016 e, se necessário, identificar e sancionar os eventuais responsáveis por má gestão do dinheiro público.

Faltando pouco mais de duas semanas para o início dos Paralímpicos, o caixa do Comitê Organizador da Rio-2016, 100% financiado por recursos privados, está vazio.

A ajuda a membros das federações paralímpicas de 40 a 60 países pobres não foi paga e por isto estas delegações ainda não têm as passagens de avião para vir para o Rio.

"Seria uma vergonha para o Brasil não celebrar estes Jogos", afirmou na segunda-feira o prefeito do Rio, Eduardo Paes, após ter se reunido com o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Philip Craven, e seu diretor-geral, Xavier González.

Paes ofereceu pagar até 150 milhões de reais se fosse necessário, mas a decisão da juíza o impediu.

"Está claro que a escassa venda de entradas e a falta de patrocinadores é o que afeta os Jogos Paralímpicos. Mas, até o momento, não pudemos calcular exatamente quanto dinheiro vamos precisar", explicou esta semana o porta-voz da Rio-2016, Mario Andrada.

O tema é sensível no Brasil, onde o megaescândalo de corrupção na Petrobras abala quase toda a elite política do país, apenas três anos depois das maciças manifestações contra a pesada conta pública da Copa do Mundo de futebol 2014.

O Comitê Rio-2016 sofreu em cheio os efeitos da severa recessão que o país atravessa.

Seu orçamento passou de 4,2 para 7,4 bilhões de reais entre 2009 e 2015, devido à inflação e à integração de quatro esportes nos programas olímpico e paralímpico, e a escassa venda de ingressos, sobretudo para os Paralímpicos, não cobrirá, nem de longe, o orçamento.

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