Esporte

Missão cumprida: Bolt é três vezes tri em despedida olímpica de gala

20/08/2016 00h18

Rio de Janeiro, 20 Ago 2016 (AFP) - O 'Raio' caiu pela nona e última vez. Com a medalha de ouro conquistada pelo revezamento 4x100 m da Jamaica, Usain Bolt brindou o público carioca com uma despedida olímpica em grande estilo, nesta sexta-feira, garantindo o tricampeonato nas três principais provas de velocidade do atletismo.

Com o superastro voando para fechar o revezamento, a Jamaica venceu com o tempo de 37 segundos e 27 centésimos.

A surpreendente equipe japonesa ficou com a prata (37.60) e o Canadá levou o bronze (37.64). Os Estados Unidos (37.62) chegaram em terceiro, mas foram desclassificados, assim como Trinidad e Tobago.

Desta forma, o Brasil ficou em sexto, apesar de ter completado a prova com o pior tempo 38.41.

A saga olímpica do 'Raio' começou no 'Ninho do Pássaro' de Pequim-2008, teve seu segundo capítulo escrito em Londres-2012 e o desfecho ficou reservado para a Cidade Maravilhosa, onde o jamaicano completará 30 anos no domingo, dia da cerimônia de encerramento dos Jogos.

Nas três edições dos Jogos, Bolt conseguiu a façanha de vencer as provas dos 100 m, 200 m e revezamento 4x100 m.

O próprio jamaicano avisou que o triplo-tricampeonato o colocaria "entre os maiores" do esporte, ao lado de Pelé e Muhammad Ali.

Com as nove medalhas de ouro, ele se iguala a outras duas lendas do atletismo: o americano Carl Lewis e o finlandês Paavo Nurmi.

O primeiro título olímpico no revezamento, porém, foi manchado pelo doping do companheiro de equipe Nesta Carter, em Pequim-2008, o que eventualmente pode obrigar o astro a devolver a medalha.

- Abraço com campeã olímpica do salto com vara -Desta vez, coube a Asafa Powell, Yohan Blake e Nickel Ashmeade integrar o time jamaicano, para Bolt correr para o abraço. A terceira perna, de Ashmeade, foi decisiva para deixar o astro em vantagem.

A vitória foi celebrada pela torcida aos gritos de "BOLT, BOLT, BOLT!" e o jamaicano esbanjou simpatia na sua última volta olímpica.

Tanto que virou até cidadão de honra do país quando a torcida passou a cantar "uh, tá maneiro, Usain Bolt é brasileiro!", além de "tricampeão".

No meio da celebração, o 'Raio' aproveitou para se aproximar e posar uma foto abraçado com a grega Ekaterini Stefanidi, que também estava comemorando uma medalha de ouro enrolada na bandeira do seu país, depois de vencer a final do salto com vara.

"Vou ficar acordado até tarde e me divertir", prometeu o astro depois da prova.

"Nunca imaginei que isso fosse acontecer quando eu comecei minha carreira", se emocionou o jamaicano, que fez questão de ajoelhar para beijar a pista, como havia feito nas duas primeiras provas.

"Queríamos vencer para tornar Usain imortal e ele é imortal", sentenciou Blake. "Falei para ele voltar para os Jogos de Tóquio-2020", revelou.

A não ser que Bolt atenda o pedido do amigo, o ouro no revezamento foi o ato final de uma incrível carreira olímpica, que redefiniu o atletismo e deixou analistas procurando palavras, enquanto cada vitória era um novo marco para a história do esporte.

No domingo, ele se tornou o primeiro homem a vencer os 100 m três vezes seguidas em Olimpíadas. Na quinta-feira, foi a vez dos 200 m, com outro tricampeonato inédito.

A despedida olímpica foi perfeita, com mais um tri no revezamento, mas o show de Bolt ainda não acabou totalmente. O jamaicano ainda deve disputar o Mundial de Londres-2017.

Na capital inglesa, ele tentará aumentar ainda mais sua coleção de títulos mundiais (são 11, além de duas medalhas de prata).

Questionado sobre a receita do seu sucesso fenomenal, o 'Raio' respondeu: "Dedicação. Eu queria mais. Nunca estava satisfeito".

- 'Montanha' sem medalha -Com Bolt, o revezamento 4x100 m jamaicano venceu com sobras, mas o talento de Elaine Thompson não foi suficiente para levar o país ao título feminino.

A nova rainha da velocidade, que faturou o ouro nos 100 e 200 m no Rio, não conseguiu imitar o 'Raio' e amargou o vice-campeonato, deixando o lugar mais alto do pódio aos Estados Unidos, como em Londres-2012.

Quem fez história nesta prova foi a americana Allyson Felix, que se tornou a primeira mulher a conquistar cinco medalhas de ouro no atletismo em Olimpíadas.

Além do ouro desta sexta-feira, Allyson Felix também venceu o revezamento 4x100 m em Pequim-2008, assim como os 200 m e revezamentos 4x100 m e 4x400 m em Londres-2012.

Nos 5.000 m, quem levou a melhor foi a queniana Vivian Jepkemoi Cheruiyot, que estabeleceu o novo recorde olímpico (14:26.17), superando a compatriota Hellen Onsando Obiri, que ficou com a prata. A etíope Almaz Ayana, campeã dos 10.000 metros no Rio, liderou boa parte da prova, mas cansou no final e teve que se contentar com o bronze.

Além do revezamento 4x100 m, o Brasil também estava representado nas finais por Wagner Domingos, o Montanha, que ficou em 12º e último da disputa do lançamento de martelo.

A prova foi vencida por Dilshod Nazarov, do Tadjiquistão, vice-campeão mundial em Pequim-2015, que lançou 78,68 m.

Se o brasileiro tivesse igualado a melhor marca da carreira (78,63 m), teria ficado com a prata.

O revezamento 4x400 m masculino conseguiu se classificar para a final de sábado apesar de ter ficado com o nono tempo (3:00.43) geral, graças à desclassificação da equipe britânica, que havia vencido a primeira bateria.

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