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Etíope que conquistou prata na maratona fez protesto político ao cruzar chegada

21/08/2016 15h02

Rio de Janeiro, 21 Ago 2016 (AFP) - O etíope Feyisa Lilesa, prata na maratona masculina dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, realizou um protesto político ao cruzar a linha de chegada neste domingo, cruzando os braços, como se estivessem atados, em defesa da etnia Oromia, cujas manifestações recentes foram reprimidas com violência pelo governo.

A organização Human Rights Watch estimou em junho que 400 pessoas morreram e milhares de feridos em uma tentativa do governo da Etiópia de deter os protestos realizado por membros da etnia Oromia desde novembro de 2015 contra a perseguição do governo.

"Realizei este gesto pela atitude do governo do meu país contra a etnia Oromia. Tenho familiares na prisão no meu país. Se você falar de democracia te matam. Se eu voltar à Etiópia, talvez me matem ou me prendam", declarou Lilesa, que pertence a esta etnia.

"É muito perigoso se viver no meu país. Talvez eu tenha que ir para outro país. Protestei pelas pessoas em qualquer lugar do mundo que não têm liberdade", acrescentou.

Os membros da etnia Oromia manifestam regularmente desde novembro de 2015 contra um projeto de apropriação de terras.

Várias dezenas de manifestantes foram mortos em 7 e 8 de agosto, na região sul do país.

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