Esporte

Rio-2016: Jogos complicados, mas icônicos para Thomas Bach

22/08/2016 11h43

Rio de Janeiro, 22 Ago 2016 (AFP) - "Os brasileiros transformaram esta grande competição em uma festa para todo mundo": o comentário de Thomas Bach, no dia anterior à cerimônia de encerramento da Rio-2016, contrasta com as compreensíveis e várias preocupações que o chefe do COI enfrentou antes do início dos Jogos.

O escândalo do doping da Rússia, os problemas de segurança, de transporte, de um país em crise política e econômica, de um membro do Comitê Olímpico Internacional preso por corrupção... As Olimpíadas do Rio foram uma fonte inesgotável de receios e temores.

E, apesar de tudo, Bach descreveu os Jogos do Rio como "icônicos".

Um caminho cheio de pedrasQuando o COI escolheu o Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016, à frente de Chicago, Madri e Tóquio, no dia 2 de outubro de 2009, a economia brasileira brilhava.

Quem poderia prever que o país, que também sediou a Copa do Mundo de 2014, sofreria a mais profunda crise financeira desde a década de 1930?

Isso, para não mencionar a crise institucional que assola o país, com o impeachment em curso da presidente Dilma Rousseff.

Resultado: atrasos e problemas estiveram constantemente na ordem do dia, até mesmo dias antes da cerimônia de abertura.

Com uma Vila Olímpica com vários problemas, um sistema de transporte caótico e uma clara falta de preparação, os Jogos tiveram início, como planejado, em 5 de agosto, ao ritmo de samba, com Gisele Bundchen como a "Garota de Ipanema".

Rússia desfalcada O doping de Estado na Rússia, revelado por um relatório da Agência Mundial Antidoping (WADA), levou à exclusão de quase todos os atletas do atletismo russos e de muitos outros esportes do país.

Mas a incerteza sobre o futuro de muitos deles, excluídos para posteriormente serem reabilitados pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), mesmo no último minuto, provocaram uma névoa de incerteza dias antes dos Jogos.

"Tomamos decisões (olhando) para o interesse dos atletas, defendendo os seus direitos individuais sem responsabilizá-los pelas irregularidades cometidas pelo seu governo", repetiu o presidente do COI no sábado.

Mas o que dizer de Yulia Stepanova, a atleta que alertou sobre o que estava acontecendo em seu país? O COI não a deixou participar e ela assegurou que teme por sua vida.

"Nós não somos responsáveis pelo perigo que ela possa estar exposta", disse Bach.

Para onde foram os torcedores?Finais da canoagem com arquibancadas vazias, apresentadores se queixando de que há poucas pessoas nas arquibancadas do estádio de vôlei de praia em Copacabana... Donovan Ferretti, responsável pelo setor de vendas do Comitê Rio-2016, assegurou em 8 de agosto que 84% dos ingressos haviam sido vendidos.

"Foi uma pena, especialmente nos primeiros dias dos Jogos. Os estádios não estavam cheios, por diferentes razões. As vendas de ingressos foram ligeiramente inferiores, antes do início. Nos primeiros dias, ainda tínhamos alguns problemas nas entradas e no transporte para os locais", explicou Bach, mas satisfeito porque o Rio viu "eventos emocionantes e até mesmo alguns esportes pouco populares que encheram os estádios".

Hickey dorme na prisãoEste assunto lembra a polêmica que custou o cargo do francês Jérôme Valcke, o ex-secretário-geral da FIFA. Patrick Hickey, membro do COI, foi preso no Rio no meio dos Jogos, como parte de uma investigação sobre uma rede de revenda ilegal de ingressos.

"A presunção de inocência deve prevalecer", disse Bach. Hickey testemunhará perante um juiz na terça-feira. Quanto à Comissão de Ética do COI, "ela tomou nota" da renúncia temporária do irlandês, mas, no domingo, a polícia entrou na delegação do Comitê Olímpico Irlandês no Rio e confiscaram computadores e telefones celulares, além dos passaportes de Kevin Kilty, Dermot Henihen e Stephen Martin.

"Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu três passaportes irlandeses, impedindo-os de deixar o país", disse a polícia em um comunicado.

"De acordo com as provas recolhidas até agora, Kevin, Dermot e Stephen também estavam envolvidos na revenda ilegal de bilhetes."

Lochte nada na mentiraEntre os assuntos extra-esportivos que ocuparam as páginas da agenda de Bach, o caso dos nadadores americanos lidera o ranking.

Ryan Lochte, várias vezes medalhista olímpico, havia afirmado que tinha sido roubado junto com três colegas por falsos policiais armados.

A mentira foi logo descoberta e o grupo está sendo investigado por uma comissão disciplinar do COI.

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