Esporte

Irlandês acusado de revenda ilegal de ingressos tem prisão preventiva revogada

29/08/2016 19h18

Rio de Janeiro, 29 Ago 2016 (AFP) - Acusado de envolvimento em esquema de revenda ilegal de ingressos dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, o presidente do Comitê Olímpico da Irlanda, Patrick Hickey, de 71, teve a prisão preventiva revogada pela Justiça do Rio de Janeiro por razões de saúde e responderá em liberdade.

"A liberdade do paciente não importará riscos à ordem pública, nem a aplicação da lei penal", informou Tribunal de Justiça do Estado do Rio em um comunicado.

De acordo com o juiz Fernando Antônio de Almeida, o pedido de habeas corpus foi aceito "em razão do estado de saúde crítico do paciente".

O irlandês terá de entregar o passaporte nas próximas 24 horas, para certificar que não deixará o Brasil.

Hickey, que também está à frente da associação dos Comitês Olímpicos Europeus (EOC), foi preso em um hotel do Rio, no dia 15 de agosto, após trocas de e-mails comprovarem sua atuação na revenda de ingressos a preços muito superiores ao normal.

Pouco depois de ser preso, o irlandês chegou a ser internado após passar mal, mas no dia seguinte já foi levado para o Complexo Penitenciário de Bangu.

Na sexta-feira passada (26), a família do dirigente pediu ao ministro irlandês das Relações Exteriores, Charles Flanagan, e ao ministro dos Esportes, Shane Ross, que "intervenham com total urgência, devido às questões extremamente preocupantes de sua prisão".

No domingo (28), também foi solto outro dirigente irlandês acusado de fazer parte do esquema, Kevin Mallon, diretor da empresa THG Sports. Ele estava preso junto com Hickey em Bangu 10.

O escândalo estourou em 5 de agosto, dia da cerimônia de abertura dos Jogos, quando Mallon foi preso junto com dez brasileiros que estavam vendendo ingressos comprados com cartões de crédito pirateados.

A empresa THG Sports foi autorizada a revender ingressos de Londres-2012 e Sochi-2014, mas não da Rio-2016.

O esquema gerou lucros de R$ 10 milhões.

"O valor real somado de todas as entradas apreendidas chega a R$ 626 mil, mas a venda foi feita por valores até 30 vezes o preço de origem", explicou Ricardo Barbosa, da Delegacia de Defraudações.

A Polícia também emitiu ordens de prisão contra outras sete pessoas, entre elas o britânico Marcus Evans, presidente do clube de futebol inglês Ipswich e diretor da empresa THG.

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