Esporte

Abatido com fim dos Jogos, Rio volta a acender a chama olímpica

03/09/2016 15h29

Rio de Janeiro, 3 Set 2016 (AFP) - Menos de três semanas depois do fim dos Jogos Olímpicos Rio-2016, a chama voltará a brilhar na cidade, em 7 de setembro, por ocasião dos XV Jogos Paralímpicos de Verão, os primeiros na América do Sul e que se anunciam como um desafio financeiro.

Até 18 de setembro, o Rio acolherá mais de 4.300 atletas deficientes procedentes de 161 países, todos prontos para superar suas próprias limitações.

Goalball, atletismo, rugby em cadeira de rodas, natação, esgrima, voleibol sentado, hipismo, entre outros: ao todo, 22 esportes estão no programa dessa nova edição, dois a mais do que em 2012, com a inclusão da canoagem velocidade e do triatlo. Além disso, pela primeira vez, a competição terá uma equipe de refugiados, composta de um atleta iraniano e de um nadador sírio.

Em 2012, o Reino Unido, berço do paralimpismo, estabeleceu um padrão bastante alto, organizando em sua capital Jogos Paralímpicos de recordes e de bilheterias esgotadas, considerado irrepreensível.

Agora, para começar, a estrela inconteste de Londres, queridinho do público e da imprensa, não estará no Rio: o corredor sul-africano Oscar Pistorius está preso pelo assassinato, em 2013, da namorada Reeva Steenkamp.

Restrições orçamentáriasNo Rio, as dificuldades se acumulam. Em meio à crise política que levou ao impeachment da presidente Dilma Roussef, o Brasil não esteve necessariamente apaixonado pelas Olimpíadas, o que pode ter reflexos nos Paralímpicos que começam na próxima quarta.

Além disso, os cofres estão vazios. Para amenizar gastos imprevistos durante os Jogos, como os reparos nos apartamentos dos atletas, ou a limpeza da piscina que ficou verde, o COI recorreu ao orçamento global da Rio-2016. E a receita obtida não ajudou a cobrir o déficit, sobretudo, em função da baixa venda de ingressos para as Paralimpíadas e da falta de patrocinadores.

Até sexta (2), pelo menos 1,4 milhão de bilhetes tinham sido vendidos do total de 2,5 milhões postos à venda - um número "em claro avanço", indicou à AFP o Comitê Paralímpico Internacional (CPI).

Com a falta de recursos ameaçando a participação dos países mais pobres no evento, a prefeitura do Rio se ofereceu para desembolsar R$ 150 milhões, enquanto o governo federal propôs outros R$ 100 milhões suplementares por meio do patrocínio de empresas públicas.

Ainda assim, o reforço foi considerado insuficiente pelo presidente do comitê organizador, que denunciou uma "situação inédita" e anunciou cortes: cerimônias de abertura e de encerramento mais modestas, serviços de transportes reduzidos, ou ainda, instalações compartilhadas para reduzir os custos de funcionamento.

Em um outro duro golpe para as Paralimpíadas no Rio, a Rússia, segundo lugar no quadro de medalhas de Londres, foi punida por doping e excluída de todas as competições.

'Catalisador'Nada disso parece afetar os mais de 4.000 atletas que disputarão as provas.

"Esses Jogos serão os da performance atlética", afirmou o presidente do CPI, Philip Craven, dizendo-se "totalmente confiante" em que esse evento será o "catalisador" de uma profunda mudança no Brasil e na América Latina em relação às pessoas com deficiência.

A China, que brilhou de forma incontestável em 2012 com 231 medalhas, das quais 95 de ouro, pode voltar a se impor. A luta entre os primeiros lugares deve acontecer, sobretudo, entre Reino Unido, Estados Unidos, Ucrânia e Brasil. O anfitrião participa com 285 atletas e tem como meta obter pelo menos o 5º lugar na tabela.

Antes de chegar ao Maracanã na próxima quarta (7), a tocha terá sido carregada por 700 pessoas, atravessando cinco cidades que representam - cada uma - um valor paralímpico: Brasília, pela igualdade; Belém, pela determinação; Natal, pela inspiração; Joinville, pela coragem; e São Paulo, pela capacidade de adaptação.

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