Esporte

Polícia quer ouvir presidente do COI "como testemunha" em caso de revenda de ingressos

08/09/2016 19h53

Rio de Janeiro, 8 Set 2016 (AFP) - A polícia brasileira afirmou nesta quinta-feira que queria ouvir "como testemunha" o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, em meio à investigação sobre uma rede de revenda ilegal de ingressos para os recentes Jogos Olímpicos Rio-2016.

"Queremos escutar Thomas Bach como testemunha, já que seu nome aparece citado em um dos e-mails e queremos esclarecer algumas dúvidas", declarou em coletiva de imprensa o diretor do Deparamento da Polícia Especializada do Rio, o delegado Ronaldo Oliveira.

Bach não viajou ao Brasil para participar nesta quarta-feira da inauguração dos Jogos Paralímpicos, um feito sem precedente desde 1984 para um presidente do COI.

O dirigente atribuiu sua ausência à decisão de comparecer ao velório do ex-presidente alemão Walter Scheel, mas os boatos correram soltos após sua assessoria de imprensa afirmar que não estava em seus planos viajar ao Brasil, onde os Jogos Paralímpicos serão disputados até 18 de setembro.

A investigação policial está centrada em um escândalo de revenda ilegal de ingressos que envolve o suspenso presidente do Comitê Olímpico Irlandês, Patrick Hickey, impedido de deixar o Brasil pela justiça.

Segundo mensagens interceptadas pela polícia, Hickey pediu a Bach mais ingressos para a cerimônia de abertura dos Jogos Rio-2016, alegando ter recebido uma quantia menor do que em Londres-2012, explicou na coletiva de imprensa Ricardo Barboza de Souza, delegado da Unidade Antifraudes da Polícia Civil do Rio.

"Bach não respondeu, mas sabemos que Hickey obteve 296 ingressos suplementários para os Jogos do Rio e por isso queremos ouvir o presidente do COI", revelou.

Esta mensagem foi extraída do disco rígido do computador de outro membro do Comitê Olímpico Irlandês, Martin Burk, confiscado pela polícia em busca no hotel onde estava hospedada a delegação do país.

O tráfico de ingressos movimentou "cerca de 10 milhões de reais", de acordo com a polícia, que recuperou 781 ingressos que seriam vendidos a preço de ouro para as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos.

Patrick Hickey, 71 anos, foi preso em 17 de agosto no complexo penitenciário de Bangu, no Rio, mas foi solto por questões de saúde e teve o passaporte retido pela polícia.

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