Esporte

Murray assume liderança do ranking com desistência de Raonic

05/11/2016 18h15

Paris, 5 Nov 2016 (AFP) - O escocês Andy Murray garantiu a tão sonhada posição de número um do mundo, ao se classificar neste sábado para a final do Masters 1000 de Paris sem entrar em quadra, com a desistência do canadense Milos Raonic, que sofreu uma lesão na coxa.

No ranking da próxima segunda-feira, o tenista de 29 anos vai desbancar o sérvio Novak Djokovic, que não saia do topo desde julho de 2014.

"É óbvio que eu não pensava que fosse acontecer assim! Mas esse posto de número um do mundo não foi decidido nesta semana. Gostaria ter garantido de fato a liderança em quadra, mas foi o resultado de muitos anos de trabalho", vibrou o britânico.

Murray decidirá o título do torneio parisiense com o 'gigante' americano John Isner, de 2,06 m, que superou com autoridade por 6-4 e 6-3 o croata Marin Cilic, algoz de Djoko nas quartas.

Autor de 18 aces na semi, Isner mostrou a potência do seu saque, mas terá que se superar para reverter o retrospecto negativo contra o escocês, que venceu todos os sete duelos entre os dois.

De quebra, Murray ganhou um dia de descanso com a desistência de Raonic. O canadense alegou que machucou a perna no seu duelo de quartas de final com o francês Jo-Wilfried Tsonga.

- Parceria de sucesso com Lendl -Para chegar ao topo, Murray aproveitou a queda de rendimento de Djokovic, que conseguiu a incrível façanha de ganhar os quatro Grand Slams em sequência (Wimbledon e US Open em 2015, Aberto da Austrália e Roland Garros em 2016), mas não conseguiu manter o nível no segundo semestre.

Na verdade, tudo começou a desandar para o sérvio depois do título inédito em Roland Garros, o único que faltava na sua carreira.

Ao quebrar esse tabu, 'Nole' tirou uma tonelada de pressão das costas e ele mesmo confessou recentemente que prefere agora focar no "prazer de jogar tênis" e não apenas na busca incessante por resultados e marcas históricas.

Enquanto isso Murray, que voltou a ser treinado por Ivan Lendl, viveu o simplesmente o melhor momento da sua carreira: foram 45 vitórias em 48 jogos (a sequência atual é de 18 triunfos seguidos) e seis troféus em oito torneios disputados. Entre os mais notáveis, o bicampeonato em Wimbledon e a segunda medalha de ouro olímpica, no Rio de Janeiro.

- Desafio londrino -O ano de 2016 já havia começado de melhor forma possível para ele fora das quadras, com o nascimento da sua filha, Sophia Olivia, em fevereiro.

O escocês se tornou o tenista mais velho a chegar ao topo desde o australiano John Newcombe, em 1974.

Vale ressaltar que passou a grande maioria da sua carreira na sombra de três lendas do esporte, Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, que conquistaram juntos 43 dos 54 Grand Slams em jogo desde o segundo semestre de 2003.

Mesmo com a liderança garantida por uma semana inteira, Murray não pode se dar ao luxo de relaxar.

Mesmo se ganhar no domingo, sua vantagem sobre Djoko será de 'apenas' 405 pontos. O sérvio terá boas chances de retomar seu posto se conquistar o ATP Finals, que reúne em Londres os oito melhores da temporada, a partir do dia 13 de novembro.

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