Esporte

Neymar e Barça mais perto de serem processados por 'corrupção'

07/11/2016 19h15

Madri, 7 Nov 2016 (AFP) - Um juiz de instrução de pronunciou a favor de processar Neymar por "corrupção entre particulares" durante sua transferência do Santos ao Barcelona, anunciou a jurisdição encarregada pelo caso, deixando o craque brasileiro mais perto de um processo ao qual pensou ter escapado.

Cumprindo ordem de uma instância superior, o juiz José de la Mata reabre assim o caso que ele mesmo havia decidido arquivar.

O magistrado havia determinado inicialmente que não havia motivos para processar o jogador, mas a Audiência Nacional, que fiscaliza o trabalho dos juízes de instrução, determinou em setembro que haviam, sim, "indícios suficientes" para levar a investigação adiante.

Por isso De la Mata acabou se pronunciando a favor de processar o atacante de 24 anos, correndo o risco de ser condenado a pena de seis meses a dois anos de prisão e o pagamento de uma multa.

O juiz deu dez dias à defesa e à acusação para fornecer seus argumentos, antes de lançar o processo de forma definitiva, explicou a Audiência Nacional em um comunicado.

De la Mata alega que o fato de Neymar ter recebido um pagamento de 40 milhões de euros do Barça para garantir a prioridade em uma futura contratação "alterou o livre mercado de transferências".

Com base nessa acusação, Neymar e seus pais devem ser processados por "corrupção entre particulares", assim como o presidente do Barça, Josep Maria Bartomeu, e seu antecessor no cargo, Sandro Rosell.

O Barcelona emitiu um comunicado no qual manifesta sua "surpresa e total discordância com a decisão, especialmente tendo em conta que o mesmo magistrado decidiu ignorar as mesmas denúncias em julho passado e, no caso do presidente Bartomeu, o mesmo ministério Fiscal sequer apresentou denúncia".

"No caso de haver um julgamento, o FC Barcelona manterá a mesma posição que sempre defendeu ao longo do processo para demonstrar a inocência de todos os investigados".

O caso teve origem na denúncia do fundo de investimento DIS, do grupo Sonda, que era dono de 40% dos direitos econômicos de Neymar no momento da transferência, em 2013.

O fundo se considera lesado na operação, pelo fator de o valor da transação ter sido avaliado abaixo do montante real.

Em um primeiro momento, o Barça avaliou a transação em 57,1 milhões de euros, 50 para a família de Neymar e 17,1 para o Santos, mas a justiça brasileira calcula que o valor real foi de ao menos 83,3 milhões.

O fundo DIS recebeu apenas sua percentagem dos 17,1 milhões recebidos pelo Santos (6,8 mi), por isso se considera duplamente prejudicado.

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