Esporte

Fifa vai fechar museu em Zurique para reduzir custos

AFP
Estabelecimento foi inaugurado em 2016, mas despesas incomodam entidade Imagem: AFP

Da AFP, em Zurique

11/11/2016 16h24

O Museu da Fifa, inaugurado no início do ano em Zurique com investimento de 128 milhões de euros, já está com os dias contados, por conta da política de redução de gastos da entidade que governa o futebol mundial.

"O novo diretor do museu anunciou na terça-feira aos funcionários que a Fifa decidiu fechar a estrutura", informou à AFP uma fonte próxima ao caso.

Solicitada pela AFP, a Fifa confirmou a realização de uma reunião na terça-feira entre o ex-craque croata Zvonimir Boban, novo secretário-geral adjunto da entidade, e parte do quadro de funcionários do museu, mas desmentiu qualquer anúncio de fechamento.

De acordo com várias fontes concordantes, porém, esse fechamento deve ocorrer em maio de 2017.

A Fifa admitiu apenas a "criação de um grupo de trabalho para desenvolver um modelo econômico viável para o museu". "O grupo avalia todas as opções, inclusive uma reformulação total da organização física atual do museu", acrescentou.

De acordo com a entidade, um estudo evidenciou perdas de 30 milhões de francos suíços (cerca de 28 milhões de euros) no ano de 2016. "O conceito operacional atual não deve poder permiti-lo continuar suas atividades de forma viável além de 2016", alertou.

O museu foi construído por iniciativa do ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter - hoje suspenso de qualquer atividade ligada ao futebol - e inaugurado em fevereiro pelo seu sucessor, Gianni Infantino, no dia seguinte da sua eleição.

O edifício, que tem três andares e se estende por 3.000 m2, recebeu em média 11.000 visitantes por mês e emprega cerca de cem funcionários.

A previsão era de receber de 130.000 a 150.000 visitantes em 2016, número que poderia subir para 250.000 em 2018.

O ex-diretor Stefan Jost deixou o cargo no final de outubro, por conta de "divergências em relação à estratégia para o futuro do museu", explicou a Fifa na época.

De acordo com fontes concordantes, Infantino procura reduzir os gastos para aumentar a verba redistribuída às federações nacionais.

Vários projetos foram encerrados e dirigentes foram demitidos, entre eles o diretor médico, Jiri Dvorak.

"Eu não pensava em deixar a Fifa de forma tão abrupta, porque eu tinha a responsabilidade de gestão no dia a dia e também coordenava centenas de colaboradores no mundo inteiro para que apliquem os programas da Fifa", lamentou nesta sexta-feira à AFP o médico tcheco, que participou de um fórum sobre saúde e esporte, em Lausanne, na Suíça.

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