Esporte

Promotor do GP do Brasil confiante sobre o futuro da prova

11/11/2016 17h43

São Paulo, 11 Nov 2016 (AFP) - O húngaro-brasileiro Tamas Rohonyi, promotor do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, disputado neste fim de semana em São Paulo, declarou à AFP que não tem "nenhuma preocupação" em relação ao futuro da prova, graças às "obras muito importantes" realizadas no circuito de Interlagos.

No calendário provisório da temporada 2017 de F1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ressaltou que três provas ainda precisam ser confirmadas: o GP do Canadá, em Montreal, da Alemanha, em Hockenheim, e do Brasil, em Interlagos.

- Parte do circuito de Interlagos acabou de ser renovada. Qual foi o objetivo dessas obras?

"Em 2014, os contratos entre a Formula One Management (FOM) e nossa empresa, que organiza o GP do Brasil, tiveram que ser renovados, como a cada quatro anos. Naquele momento, Bernie Ecclestone (diretor da FOM) disse ao prefeito de São Paulo (na época, Fernando Haddad) que estaria encantado em renovar o contrato, desde que obras sejam realizadas. Tratavam-se de equipamentos para as escuderias, que causavam problemas. O prefeito aceitou assumir esse compromisso. Um circuito de GP precisa ser melhorado constantemente, seja na pista, na questão da segurança ou os locais acessíveis ao público. Tenho quase certeza que temos um dos melhores circuitos do mundo".

- O fato de ter um asterisco ao lado de Interlagos no calendário provisório de 2017 não preocupa o senhor?

"As obras realizadas foram muito importantes. No que diz respeito à FIA, que atribui as licenças, e não à FOM, o circuito está em perfeitas condições. E o contrato com a FOM vai até 2020. Então por que o calendário foi publicado com asterisco (com a menção, a ser confirmado), eu realmente não sei. Tem que perguntar isso para quem divulgou esse calendário. Eu realmente não tenho nenhuma preocupação. A FOM nunca rompe contrato e nós tampouco".

- Você acha que outra corrida na América do Sul poderia ser uma concorrente para o GP do Brasil?

"Não, o Brasil é um país com 200 milhões de habitantes. Até mesmo quando a economia está mais fraca, como é o caso agora, ainda é um país enorme e sempre haverá 50.000 pessoas dispostas a pagar para assistir a um Grande Prêmio. Estou neste negócio há 40 anos. Às vezes, tudo dá certo, às vezes não, a vida é assim. Sinceramente, não acho que a Argentina tenha condições de ter um Grande Prêmio de F1. Para isso, eles deveriam reconstruir o circuito, que está mais ou menos abandonado, e pagar por isso. Mas se por acaso fizessem isso, seria uma coisa boa. Já houve um GP da Argentina no passado".

Declarações colhidas por Tupac Pointu

tup/dlo/sk

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