Esporte

Sevilla-Juve, choque entre times que souberam se reinventar

21/11/2016 16h33

Roma, 21 Nov 2016 (AFP) - O Sevilla e a Juventus, que se enfrentam nesta terça-feira, na Liga dos Campeões, estão fazendo um início de temporada muito consistente apesar de terem perdido vários jogadores importantes na última janela de transferências.

Além de atletas de destaque como Banega, Krychowiak ou Gameiro, o time andaluz teve que lidar com a saída do técnico Unai Emery para o Paris Saint-Germain, enquanto a Juve teve que se reinventar depois de vender por um valor recorde o francês Paul Pogba ao Manchester United.

Cada clube usou uma estratégia diferente: o poder financeiro e a atratividade de jogar em um gigante europeu para a 'Velha Senhora', enquanto o Sevilla apostou no gênio estratégico do dirigente Ramon 'Monchi' Rodriguez.

. Efeito Bayern em TurimEm Turim, a grande reformulação do elenco já começou no ano passado, com a saída de jogadores emblemáticos como Andrea Pirlo, Artur Vidal e Carlos Tévez.

Para compensar a saída de Tévez, a Juve contratou na época outro atacante argentino, o jovem Dybala, hoje com 23 anos, que encaixou como uma luva no esquema de Massimiliano Allegri. Tanto que foi o artilheiro do time na temporada passada, com 23 gols marcados em todas as competições.

A janela de transferências que antecedeu a temporada 2015-2016 também trouxe o lateral brasileiro Alex Sandro, que teve tempo de se adaptar ao futebol italiano como reserva do experiente francês Patrice Evra e hoje é titular indiscutível.

Na última janela, porém, a 'Velha Senhora' foi ainda mais longe. Ganhou os holofotes ao vender Paul Pogba por 105 milhões de euros, tornando o francês o jogador mais caro da história.

Com essa verba, quebrou outro recorde, o do valor mais alto pago por um clube italiano para contratar um jogador: foram 90 milhões de euros para tirar o argentino Gonzalo Higuaín do Napoli, time que lutou pelo título com a Juve por boa parte da temporada.

Nesse sentido, o clube de Turim adota uma estratégia já usada pelo Bayern de Munique na Alemanha: enfraquecer os concorrentes ao contratar seus melhores atletas.

Com o 'troco' dessa dupla transação, a Juve ainda conseguiu outro reforço de peso oriundo de um grande rival, a Roma, ao desembolsar 35 milhões pelo passe do bósnio Miralem Pjanic.

Além do poder financeiro, o peso da camisa também é um argumento e tanto: tanto Higuaín quanto Pjanic alegaram que a fome de títulos foi o principal motivo da escolha.

Para dar mais experiência ao elenco no âmbito continental, a Juve também contratou jogadores acostumados com o mais alto nível, como o brasileiro Daniel Alves, que chegou de graça do Barcelona.

. Faro andaluzNo Sevilla, contratar é uma arte, com um maestro na batuta: o diretor esportivo Ramon Rodriguez, conhecido como 'Monchi', que ocupa o cargo há mais de 15 anos e se especializou em encontrar talentos na Ligue 1 francesa.

Com faro inegável, o dirigente conseguiu contratar vários jogadores baratos que se tornaram caríssimos na hora da revenda, dando mais margem para o clube investir na janela de transferências.

Apesar desse movimento constante, montou equipes muito competitivas, que conquistaram cinco vezes a Liga Europa nos últimos dez anos (2006, 2007, 2014, 2015, 2016).

De acordo com um levantamento da revista espanhola Liberto, o clube arrecadou 500 milhões de euros com a venda de jogadores desde a chegada de 'Monchi', em 2000, gastando apenas 360 mi no mercado.

O último exemplo foi o atacante francês Kevin Gameiro, contratado por 10 milhões de euros junto ao Paris Saint-Germain em 2013 e vendido pelo triplo do preço ao Atlético de Madri em julho deste ano.

No seu lugar, foram buscar outro jogador do Campeonato Francês, Ben Yedder, do Toulouse, que também custou 10 mi e já marcou cinco gols nesta temporada.

Outros reforços já se adaptaram bem ao elenco, como o atacante Vietto, emprestado pelo Atlético, o meia Vazquez (ex-Palermo) ou o zagueiro Mercado (ex-River Plate).

Contratado por 9,5 milhões de euros junto ao São Paulo, o brasileiro Paulo Henrique Ganso ainda não teve muito tempo de jogo sob o comando do argentino Jorge Sampaoli, mas mostrou toda sua qualidade técnica cada vez que entrou em campo.

'Monchi' reconheceu que temeu uma transição complicada com a saída de Emery, mas Sampaoli vem obtendo bons resultados na sua primeira temporada à frente de um clube europeu, com o terceiro lugar na Liga Espanhola e a liderança do grupo H da Champions, na frente da Juve.

O dirigente não conseguiu atrair um dos seus sonhos de consumo, o meia francês Hatem Ben Arfa, que acabou indo ao PSG, onde praticamente não é aproveitado por Emery.

Apesar dessa desavença, 'Monchi' não se abalou e foi buscar outro jogador com o mesmo perfil, o também francês Samir Nasri, que vem renascendo das cinzas depois de passar por um momento complicado com o Manchester City.

"Depois de nove temporada na Inglaterra (três no Arsenal e cinco no City), eu precisava reencontrar o amor pelo jogo", resumiu o meia de 29 anos em entrevista ao site da Uefa.

"Só preciso desse carinho, me sentir importante, com um treinador que confia em mim. É o caso aqui", completou.

jed-stt/pgr/jcp/lg

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