Esporte

Monaco, o poder de fogo do melhor ataque da Europa

16/12/2016 17h20

Mônaco, 16 dez 2016 (AFP) - "É a primeira vez da minha carreira que uma equipe minha faz tanto gol", admitiu o técnico português Leonardo Jardim, do Monaco, dono do melhor ataque do futebol europeu, com nada menos de 76 gols marcados em 28 jogos oficiais nesta temporada.

O time do Principado, que recebe o Lyon no domingo, pela 18ª rodada da Ligue 1, ostenta um média de 2,71 gols por jogo e está batendo todos os recordes ofensivos na França.

A última partida, na quarta-feira, foi um verdadeiro massacre: 7-0 contra o Rennes, com direito a dois gols do brasileiro Gabriel Boschilia, que vem se destacando como exímio cobrador de faltas.

Tirando as dez partidas disputadas na Liga dos Campeões, o Monaco tem números ainda mais importantes no âmbito nacional, com 60 gols em 18 jogos, média de 3,33.

Levando em conta apenas as 16 rodadas da Ligue 1, foram 53 gols marcados. A título de comparação, o Real Madrid, dono do melhor ataque da Liga Espanhola, balançou as redes 39 vezes em 15 jogos. Na Inglaterra, o Liverpool fez 40 gols em 16 rodadas.

Apesar desse poder de fogo, os comandados de Jardim ocupam 'apenas' a vice-liderança da Ligue 1, um ponto atrás do Nice, que foi justamente o único contra o qual passou em branco, com derrota por 4 a 0.

Na Champions, os monegascos terminaram em primeiro lugar do grupo E e enfrentaram nas oitavas outro time que pratica um futebol ofensivo: o Manchester City de Pep Guardiola.

Falcao e garotadaOs números do Monaco são dignos das melhores temporadas do Barcelona, do Real ou do Bayern de Munique, mas, na França, não se vê um time fazendo tanto gol há mais de 50 anos.

O último time que marcou mais vezes em 17 rodadas na primeira divisão do país foi o RC Paris, com 55 na temporada 1959-1960.

O time parisiense acabou mantendo o ritmo durante toda a temporada, com 118 gols marcados, média de 3,11 por jogo.

O Monaco atual está nesse patamar e já está à frente de times lendários do futebol francês, como o Reims da década de 50 Saint-Etienne dos anos 70, o Olympique de Marselha do final dos 80 e início dos 90, o Lyon dos anos 2000 ou o Paris Saint-Germain dos últimos anos.

Por incrível que pareça, na primeira temporada sob o comando de Jardim (2014-2015), o Monaco tinha fama de retranqueiro, ostentando a melhor defesa da Ligue 1, com apenas 26 gols sofridos em 38 rodadas.

Na Liga dos Campeões, o time sofreu apenas um gol na fase de grupos e eliminou o Arsenal nas oitavas de final, antes de cair nas quartas, diante da futura vice-campeã Juventus.

O que faz a diferença nesta temporada é o retorno do colombiano Radamel Falcao, que vem renascendo como um fênix depois de duas temporadas sem sucesso no futebol inglês. O 'Tigre' reencontrando o futebol que o consagrou como um dos melhores atacantes do planeta antes da grave lesão no joelho que o tirou da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Outro fator importante é o talento de jovens como Kylian Mbappé de 17 anos, Thomas Lemar, de 21, recém-convocado para a seleção francesa, ou o próprio Boschilia, de 20, revelado no São Paulo.

"Respeitamos o futebol e aplicamos o que o técnico nos pede para fazer em campo. Conseguimos fazer isso perfeitamente neste momento, o que torna os jogos mais fáceis", destacou Mbappé.

Equilíbrio reencontrado"Somos apenas profissionais, bem preparados. Eu não mudei em nada. Os jogadores tampouco. Eles sabem que podem ser criticados a qualquer tropeço", ressaltou Jardim.

Para o treinador, o mais importante é encontrar o equilíbrio entre poder ofensivo e solidez defensiva.

O goleiro titular Danijel Subasic sofreu apenas dois gols nos últimos nove jogos que disputou (seis na Ligue 1, um na Copa da Liga e dois na Champions).

Na última partida da fase de grupos da competição europeia, o Monaco só jogou para cumprir tabela e Morgan de Sanctis atuou no gol na derrota por 3 a 0 para o Bayer Leverkusen.

Ou seja, depois de um início de temporada complicado defensivamente, o Monaco já está começando a se acertar, graças ao melhor entrosamento do zagueiro polonês Kamil Glik, um dos principais reforços da última janela de transferências.

"A perfeição não existe no futebol, mas estamos passando por um bom momento, com jogadores de qualidade", resumiu Jardim.

"Hoje em dia, toda a equipe defende bem e ataca bem. Criamos muitas chances de gol e conseguimos aproveitá-las. Por mais que exista uma pequena competição interna entre atacantes, sempre passamos a bola para o jogador mais bem colocado", concordou o meia português Bernardo Silva.

"É ótimo ganhar por 4 ou 5 a 0, mas não podemos nos esquecer que o mais importante é a vitória, até se for por 1 a 0", completou.

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