Esporte

Valencia em queda livre

04/01/2017 13h32

Madri, 4 Jan 2017 (AFP) - Enquanto todos os times aproveitaram o fim de ano para descansar, o Valencia segue enfrentando uma forte crise institucional e de resultados, depois da demissão do treinador Cesare Prandelli e da derrota em casa por 4-1 na primeira partida das oitavas de final da Copa do Rei.

Com poucas chances de reverter o resultado contra o Celta de Vigo e com um preocupante 17° lugar na Liga Espanhola - empatado com o Sporting de Gijón, primeiro time da zona da degola -, todos os alarmes foram disparados no Valencia.

A torcida do time ficou muito aborrecida depois da derrota em casa para o time galego e a crise atinge todas as esferas do clube.

Grande parte da irritação dos torcedores mirava a diretoria, começando pelo proprietário cingapuriano Peter Lim, que tomou as rédias do Valencia em 2014 prometendo uma nova era de conquistas.

Os milhões de Lim e seu relacionamento com o poderoso agente português Jorge Mendes prometiam devolver ao clube os louros do passado, mas as expectativas não se cumpriram.

Antes do jogo de terça contra o Celta, torcedores se concentraram em volta do estádio Mestalla com uma faixa que dizia em inglês "Pete, vá embora".

A saída de Prandelli, no dia 30 de dezembro, evidencia a instabilidade vivida dentro do clube. O italiano é o quarto técnico a deixar a equipe em apenas um ano.

O português Nuno Espirito Santo foi despedido em novembro de 2015, poucos meses depois de levar o time de volta à Liga dos Campeões. Depois vieram Gary Neville e Pajo Ayesterán, que tiveram passagem rápida e sem brilho.

O divórcio com Prandelli foi complicado. O clube não escondeu a decepção com a decisão do italiano, explicando que o ex-técnico da Azurra exigiu "de maneira imediata" a contratação de cinco jogadores antes de se demitir, mas a equipe respondeu que a situação financeira impossibilita a chegada de reforços.

Nem a influência do poderoso empresário Jorge Mendes foi capaz de ajudar o Valencia a sair do marasmo.

Mendes chegou ao Valencia para ser o homem forte na gestão de contratações de jogadores, mas os reforços não renderam o esperado.

Dois atletas representados pelo agente, Eliaquim Mangala e Ezequiel Garay, foram contratados e não corresponderam ao nível dos jogadores que saíram, como o português André Gomes, um dos destaques do clube, mas que acabou vendido ao Barcelona.

A prioridade parece ser reencontrar o rumo para reconciliar com os torcedores e espantar o fantasma do rebaixamento.

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