Esporte

Mundo do futebol divido em relação à Copa do Mundo com 48 seleções

10/01/2017 16h58

Paris, 10 Jan 2017 (AFP) - A ampliação da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções a partir de 2026, decidido nesta terça-feira pela Fifa, causou forte repercussão no mundo do futebol, que se vê dividido entre apoiadores e detratores da reforma no sistema de disputa do evento.

Xeque do Bahrein, Salman bin Ibrahim al Khalifa, presidente da Confederação Asiática e ex-candidato à presidência da Fifa, em comunicado: "A decisão da Fifa terá um impacto positivo sobre os interesses do futebol asiático, graças à maior representatividade para o continente, o que vai apresentar inúmeras vantagens para o esporte, os torcedores, os veículos de comunicação e o retorno comercial. O crescimento do número de participantes na Copa do Mundo vai abrir as portas para muitas equipes, o que terá um impacto no desenvolvimento do jogo no mundo inteiro. Acreditamos que a Ásia, como maior continente, merece mais vagas do que na configuração atual, tendo em vista seu poder econômico e da grande popularidade do esporte na Ásia, além do importante desenvolvimento do futebol em todos os níveis."

Claude le Roy (técnico da seleção de Togo), à AFP: "Eu sou favorável, mas deveriam ter seguido essa lógica até o fim, e não ser demagogo, querendo agradar a todo mundo. Era preciso propor oito grupos de seis equipes, o que garantiria cinco jogos para cada, é isso que deveria ter sido feito se o objetivo era dar experiência de alto nível às equipes menores. Ao classificar as duas primeiras seleções diretamente às quartas de final, seria possível ao mesmo tempo ensinar às menores equipes e favorecer a competição, com os melhores se classificando. Mas sim, sou favorável à Copa com 48 seleções. Não é normal que um país como a Zâmbia, campeã da África, nunca tenha participado da Copa do Mundo".

Massimiliano Allegri, técnico da Juventus: "48 equipes é muito, vamos ver como esse formato será colocado em prática. O futebol muda, as pessoas que tomam as decisões tentam aumentar as receitas. Agora, o futebol é tanto espetáculo como negócio. Do ponto de vista de um técnico de clube, há seleções demais neste formato. Se eu fosse técnico de uma seleção, eu certamente estaria feliz."

Javier Tevas, presidente da Liga Espanhola, questionado pelo diário esportivo francês L'Équipe: "O método usado não é aceitável. Há dois meses, Gianni Infantino (presidente da Fifa) veio ver a associação mundial de Ligas e garantiu para nós que seríamos consultados sobre os temas que afetariam o futebol profissional. Não cumpriu a promessa, isso não se faz. Infantino se comporta como Blatter, que tomava decisões sozinho sem se preocupar com ninguém."

Associação Europeia de Clubes (ECA), presidida pelo ex-jogador alemão Karl-Heinz Rummenigge, que também é dirigente do Bayern de Munique: "Foi uma decisão tomada por motivos políticos, e não esportivas, o que é lamentável. Repetimos que não somos favoráveis a uma expansão da Copa do Mundo. Não vemos o interesse de mudar o atual formato de 32 equipes, que já provou ser a melhor fórmula. A pergunta é: Porque agir com urgência, quando ainda faltam 9 anos para aplicar a mudança do formato, sem incluir todas as partes que sofrerão um impacto por esta mudança? Analisaremos em detalhe os impactos e abordaremos esse tema na próxima reunião de nosso conselho diretor, em janeiro."

Damian Collins, politico inglês e fundador do lobby "New Fifa Now", que visa uma reforma da Fifa, à AFP: "Não foi feito por razões esportivas, mas sim puramente razões financeiras. Não será mais como no passado: uma competição para a elite."

Stewart Regan, diretor executivo da Federação Escocesa: "Ficamos muito felizes com a mudança para 48 seleções em 2026. É positivo, principalmente para as pequenas nações. Isso permitirá a mais torcedores no mundo acreditarem na classificação de seus países. Isso permitirá às pequenas nações investirem nas estruturas futebolísticas e nas categorias de base. Os feitos de País de Gales, da Islândia e da Irlanda do Norte na Eurocopa-2016 mostraram os benefícios que os pequenos países podem ter de um torneio como esse. Uma maior diversidade de culturas do futebol na Copa do Mundo vai criar um ambiente melhor."

Philip Chiyangwa, presidente da Federação do Zimbabue à AFP: "Isso é ótimo, porque haverá mais equipes africanas classificadas. É algo positivo."

bur-pgr/dmk/am

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Esporte

Topo