Esporte

Rússia avalia documentário da BBC sobre hooligans como anti-propaganda

17/02/2017 15h23

Moscou, 17 Fev 2017 (AFP) - Autoridades russas criticaram, nesta sexta-feira, o documentário sobre "hooligans" divulgado pela BBC, que mostra torcedores organizados russos garantindo que a próxima Copa do Mundo de 2018 vai ser um "festival de violência".

Segundo a alta cúpula do país, o vídeo é uma anti-propaganda produzida para descreditar a Rússia como organizadora do evento.

"Temos que ficar acima de tudo isso. É uma campanha que tem como único objetivo nos descreditar", declarou o vice-primeiro-ministro, Vitaly Mutko, à agência de notícias TASS.

"A Rússia garante medidas de segurança aprovadas pelo Estado. Sabemos das nossas obrigações", insistiu Mutko, que é chefe do comitê organizador do Mundial.

O chefe de segurança da Federação Russa de Futebol (RFU), Vladimir Markin, denunciou que a informação do documentário era totalmente falsa.

"É uma propaganda grosseira", declarou Markin à imprensa local.

O encarregado pela segurança acrescentou que se trata de um trabalho "para evitar que os torcedores ingleses venham aproveitar a Copa. Não tem outro objetivo".

O documentário mostra vários torcedores organizados russos garantindo que haveria muitas brigas com outros torcedores de seleções nacionais, especialmente os ingleses.

Segundo as palavras de um dos "hoolingans", a Copa do Mundo "vai ser um festival de futebol para uns e um festival de violência para outros".

A TV inglesa entrevistou membros do Orel Butchers, organizada do Lokomotiv de Moscou que protagonizou brigas durante a Eurocopa de 2016, na França.

Um dos membros do grupo afirma que, mesmo com as medidas de segurança impostas pelas autoridades, "muitos russos vão se organizar para brigar com os ingleses".

As batalhas foram comuns no ano passado, sobretudo em Marselha, entre russos e ingleses. Vários brigões russos foram extraditados da França.

"Nossos homens são mais perigosos que as forças especiais", advertiu um dos "hooligans".

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou na quinta-feira que "não está preocupado com o problema e que confia plenamente nas autoridades russas".

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