Esporte

Chapecoense vence Zulia em primeiro jogo internacional desde acidente

08/03/2017 00h35

Maracaibo, Venezuela, 8 Mar 2017 (AFP) - Com Reinaldo anotando o primeiro gol do clube na Libertadores e Luiz Antônio ampliando, a renovada Chapecoense venceu por 2 a 1 fora de casa o Zulia FC, na Venezuela, nesta terça-feira, em sua primeira partida continental desde o acidente aéreo que emocionou o mundo do futebol.

O lateral-esquerdo Reinaldo, um dos 22 novos reforços que a Chape trouxe para se reconstruir, marcou em cobrança de falta praticamente sem ângulo o primeiro gol do time catarinense na competição, aos 33 minutos de jogo. O meia Luiz Antônio, outra cara nova do elenco, ampliou com chute colocado de fora da área, aos 24 do segundo tempo.

O capitão do Zulia, Juan Arango, diminuiu o prejuízo para o time venezuelano de cabeça, aos 33.

Nos minutos finais, o Zulia pressionou em busca do empate, mas a Chapecoense conseguiu segurar sua vantagem graças a importantes defesas do goleiro Artur Moraes, garantindo uma histórica estreia no grupo 7 da Libertadores.

A vitória acabou sendo a melhor homenagem que o time atual poderia oferecer aos 71 mortos -incluindo 19 jogadores- da tragédia de 28 de novembro, quando a equipe viajava para disputar a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, da Colômbia.

Foi a primeira vez em 10 anos que um clube sul-americano venceu sua estreia histórica na Libertadores, desde o Paraná em 2007.

Com os três pontos, a Chapecoense assumiu a liderança isolada do grupo 7 da Libertadores, que conta também com os campeões nacionais de Argentina e Uruguai, respectivamente Lanús e Nacional, que se enfrentam nesta quinta-feira.

A Chape volta a campo no dia 16 de março, em casa, na Arena Condá, para enfrentar o Lanús e tentar dar outro passo rumo a uma histórica classificação às oitavas de final.

- Gol histórico -Artur Moraes, João Pedro, Grolli, Nathan, Reinaldo, Moisés Ribeiro, Andrei Girotto, Luiz Antonio, Arthur, Wellington Paulista e Niltinho: esta foi a equipe escolhida por Vágner Mancini para representar a Chapecoense em sua primeira partida fora do Brasil desde o acidente aéreo que dizimou o elenco.

Moisés Ribeiro, aliás, fazia parte do elenco de 2016, mas não viajou com a equipe para disputar a final da Sul-Americana, em Medellin, devido a uma lesão.

Fortalecidos pela torcida de todo um continente, o recém-formado plantel da Chape foi a campo decidido a fazer história e assumiu o controle do jogo contra o Zulia, atual campeão venezuelano.

Com mais posse de bola no primeiro tempo (54%) e uma marcação dura, o time catarinense foi se aproximando de seu primeiro gol na competição e o escolhido para ficar para sempre na história do clube foi Reinaldo.

O lateral cobrou com força uma falta praticamente sem ângulo e contou com a ajuda da defesa venezuelana, que tentou cortar, mas mando para o fundo das próprias redes.

Na comemoração, boa parte do time se ajoelhou e apontou para o céu, em homenagem àqueles que deveriam, mas não puderam estar em campo nesta terça-feira.

- Chape segura pressão -Como era de se esperar, o Zulia voltou do intervalo mais disposto e agressivo, alçando muitas bolas na área catarinense em busca de uma cabeçada salvadora.

Mancini resolveu optar pelo contra-ataque para tentar surpreender os donos da casa. Fechou sua equipe na defesa e esperou a chance de matar a partida.

Depois de suportar a pressão, a Chape encontrou um gol que lhe deu brecha para respirar.

Aos 23 minutos, João Pedro recebeu pela direita e tocou rasteiro para Luiz Antonio acertar belo chute colocado, de fora da área, sem chances para o veterano goleiro Vega, de 37 anos.

Sem outra alternativa, o Zulia não se entregou e encontrou seu gol de honra 10 minutos depois. Em cobrança de escanteio, Zambrano apareceu na segunda trave para cabecear para dentro da área e Arango levou vantagem sobre a marcação e completou para as redes.

Nos minutos finais, mais do mesmo. A Chape se segurou como pôde na defesa e, em contra-ataques com o veloz Apodi, teve boas chances de marcar um terceiro gol. O lateral chegou até a colocar uma bola na trava venezuelana, mas o placar não foi mais alterado.

Ao som do apito final, a delegação da Chapecoense foi só alegria e emoção, com vários integrantes e jogadores chorando copiosamente com o feito realizado, somando uma vitória histórica em homenagem aos falecidos campeões.

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