Esporte

A Uefa "nunca vai ceder a chantagem", adverte Ceferin

05/04/2017 14h35

Helsínquia, 5 Abr 2017 (AFP) - "Não vamos ceder à chantagem", falou o presidente da Uefa Aleksander Ceferin, nesta quarta-feira, durante o 41º Congresso da organizaçãoo, sobre a pressão de alguns times ou campeonatos que desejam uma superliga europeia fechada.

"Para alguns clubes, digo tranquilamente, com firmeza e determinação: não vai ter uma liga fechada. Isso não condiz com nossas ideias e valores. Simples assim", declarou Ceferin em Helsinque.

"Nunca cederemos à chantagem (de algumas ligas) que acham que podem manipular as ligas menores ou ditar suas leis para as federações. Só porque elas geram dinheiro astronômico, se sentem poderosas. Simplesmente, o dinheiro não faz a lei e existe uma hierarquia no futebol que precisa ser respeitada", avançou o mandatário.

"Trabalharemos juntos para retificar o que precisar e corrigir as desigualdades na medida do possível", garantiu o presidente da Uefa.

Na última quinta-feira, os clubes europeus concordaram com a Uefa em abandonar o projeto de reforma das competições continentais, dando um ponto final na ideia de criar uma Superliga.

"A mudança é boa para nós, estamos felizes de continuar sob a proteção da Uefa. Por consequência, não haverão conversas sobre a Superliga", declarou o presidente da Associação Europeia de Clubes (ECA).

- Reatar o diálogo com as ligas -A hipótese de uma liga europeia fechada é um tema recorrente desde o início dos anos 2000, respaldada por clubes como o Bayern de Munique.

O Comitê Executivo da Uefa aprovou a reforma da Liga dos Campeões em dezembro de 2016. O novo modelo vai entrar em vigor na temporada 2018/2019, sendo uma das novidades as quatro vagas diretas para os campeonatos com melhor índice Uefa.

"Estou certo que a maneira de se classificar e o formato permanecerão o mesmo, já que o sonho de participar da Liga dos Campeões tem que se manter vivo para todos. Mas é preciso se adaptar a certas mudanças, inclusive no futebol", declarou Ceferin ao final da coletiva de imprensa após o congresso.

Contrária a reforma, a Associação de Ligas Europeias de Futebol (EPFL) mostrou sua preocupação e considera que a mudança favorece os grandes clubes e coloca em perigo a competitividade de outros torneios.

A EPFL anunciou uma assembleia geral extraordinária para o dia 6 de junho, em Genebra, para conversar com as ligas sobre o assunto.

"Estou certo que se colaborarmos com os clubes, as ligas e a FIFPro poderemos fazer grandes coisas. Mas essas organizações precisam se mostrar construtivas, positivas e com vontade de defender o interesse superior do futebol europeu", acrescentou Ceferin.

"Os clubes e a FIFPro entenderam e vamos trabalhar muito bem juntos", sublinhou Ceferin, destacando que o diálogo social é uma realidade na Uefa.

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