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Associação Europeia de Atletismo quer zerar todos os recordes

Divulgação/IMG Academy
Imagem: Divulgação/IMG Academy

Da AFP, em Lausanne (Suíça)

01/05/2017 16h56

A Associação Europeia de Atletismo (EAA, na sigla em inglês) estuda invalidar todos os recordes da Europa e começar do zero, em resposta aos questionamentos sobre algumas marcas obtidas durante a pior época do doping, anunciou a organização nesta segunda-feira.

A proposta, que parte de uma comissão de trabalho criada pela entidade em janeiro passado, será adotada no próximo fim de semana durante a reunião do conselho da EAA.

"É uma solução radical, é verdade. Mas os amantes do atletismo estão cansados das dúvidas que pairam sobre nossos recordes há muito tempo", declarou o presidente do organismo, o norueguês Svein Arne Hansen.

"Precisamos de uma ação drástica para restaurar a credibilidade e a confiança", acrescentou Hansen, citado em um comunicado.

Todos os recordes registrados antes de uma data a decidir serão inscritos na categoria "antigos recordes da Europa", com a finalidade de que as novas marcas fiquem de fora da discussão sobre o doping, segundo o documento de trabalho da EAA.

A proposta será submetida à Federação Internacional de Atletismo (IAAF), que a estudará quando seu conselho se reunir em agosto, informou Hansen.

O presidente da IAAF, Sebastian Coe, que assistirá à reunião da EAA no fim de semana, aprovou a proposta.

"Isto reforça que temos posto em prática sistema de luta antidoping mais fortes e mais seguros do que há 10 ou 15 anos", declarou, segundo o comunicado do EAA.

"Para que esta proposta seja adotada nos recordes mundiais falta um acordo global", acrescentou.

"Haverá atletas, que ostentam recordes atualmente, que pensarão que estamos reescrevendo a história, que algo será tirado deles", admitiu Coe.

"Mas é um passo na boa direção e se for feito de maneira estruturada, teremos uma boa oportunidade de recuperar a credibilidade nesta modalidade", concluiu.

Vários recordes da Europa, que também são mundiais, registrados nos anos 1980 estão sob suspeita, como os da tcheca Jarmila Kratochvilova nos 800 m ou da alemã oriental Marita Koch nos 400 m.

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