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Respeito aos direitos humanos pode definir sede da Eurocopa de 24, diz Uefa

Aris Messinis/AFP
Segundo Aleksander Ceferin (foto), presidente da Uefa, 'a proteção dos direitos humanos e dos direitos trabalhistas é de máxima importância para a Uefa' Imagem: Aris Messinis/AFP

Da AFP, em Lausanne (Suíça)

01/05/2017 16h17

A Uefa levará em conta o respeito aos direitos humanos como requisito para escolher a sede da Eurocopa de 2024, cuja organização é disputada por Alemanha e Turquia, anunciou o organismo europeu.

A Uefa enviou na semana passada aos dois países a lista de critérios que serão levados em conta para escolher a sede do torneio, uma votação prevista para setembro de 2018.

"Pela primeira vez, estes requisitos contêm critérios específicos relacionados ao respeito dos direitos humanos", destacou a Uefa em um comunicado.

"Estes critérios estão baseados nos 'Princípios Diretores sobre as Empresas e os Direitos Humanos' das Nações Unidas e outros convênios da ONU (...) Além disso, os critérios incluem requisitos de cumprimento de medidas anticorrupção", acrescentou.

O presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Ceferin, justificou esta medida: "A proteção dos direitos humanos e dos direitos trabalhistas é de máxima importância para a Uefa".

"É imperativo para nós introduzir artigos específicos sobre o respeito e a proteção dos direitos humanos nos requerimentos de candidatura para nossas competições", acrescentou.

"A partir de agora, todos os países solicitantes deverão ser muito estritos com estes artigos no âmbito da organização de todos os nossos torneios e finais", insistiu.

Após a Eurocopa 2016, celebrada na França (e vencida por Portugal), a edição de 2020 será realizada em 13 cidades da Europa, com semifinais e final no estádio de Wembley, em Londres.

Se a Turquia for escolhida, seria a primeira vez que este país organiza uma grande competição internacional. Esta é a terceira vez que apresenta candidatura para uma Eurocopa.

O governo do presidente islâmico-conservador Recep Tayyip Erdogan, fortalecido após um referendo recente, mandou deter nos últimos meses vários opositores e demitiu milhares de funcionários.

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