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Com Dani Alves inspirado, Juve derota Monaco e coloca um pé na final da Champions

03/05/2017 17h53

Mônaco, 3 Mai 2017 (AFP) - A Juventus colocou um pé na final da Liga dos Campeões ao ganhar por 2 a 0 do Monaco no Principado, nesta quarta-feira na partida de ida das semifinais da competição, com direito a atuação de gala do brasileiro Daniel Alves, autor das duas assistências para o argentino Gonzalo Higuaín.

O lateral brasileiro, jogando mais avançado, foi responsável pelas duas jogadas que resultaram nos gols do argentino, aos 28 minutos de jogo e 14 do segundo tempo, o primeiro com um sensacional passe de calcanhar.

Além da impressionante eficiência ofensiva, a Juventus voltou a mostrar sua solidez defensiva e conseguiu um feito e tanto para poucos nesta temporada: anular um dos ataques mais letais da Europa, que conta com a joia francesa Kylian Mbappé e com o veterano colombiano Radamel Falcao.

O Monaco chegou ao primeiro jogo da semifinal vindo de quatro partidas seguidas na Champions tendo marcado pelo menos três gols, depois de eliminar o Manchester City (3-5, 3-1) e o Borussia Dortmund (3-2, 3-1) nas oitavas e quartas de final, respectivamente.

A partida de volta será disputada no Juventus Stadium na próxima terça-feira. O vencedor do duelo estará classificado à final, no dia 3 de junho em Cardiff, no País de Gales, e enfrentará o vencedor do clássico espanhol da outra semifinal, na qual o Real Madrid derrotou por 3 a 0 o Atlético de Madrid na ida, na terça no Santiago Bernabéu.

- Daniel Alves rouba a cena -Apesar de ter conseguido fazer com que Messi, Suárez e Neymar passassem em branco nas quartas de final, a Juventus entrou em campo atenta e cautelosa para enfrentar o menos badalado, mas muito perigoso Monaco.

Sabendo do poderio ofensivo do time francês, o técnico Massimiliano Allegri escalou uma zaga mais sólida e uma equipe pronta para o contra-ataque.

Com isso, Barzagli, que perdeu espaço nesta temporada com a escolha de Allegri de deixar de lado sua tradicional defesa com três zagueiros, voltou ao time titular para fazer a lateral direita, o que permitiu a Daniel Alves jogar mais avançado.

No meio, Marchisio ganhou a vaga de Cuadrado, fortalecendo também a marcação na parte central do campo. Na frente, Dybala e Mandzukic, um pouco mais recuados, serviam Higuaín, único centroavante.

A estratégia deu certo. Nos primeiros minutos, a Juve segurou o ímpeto ofensivo do Monaco, liderado por Mbappé e o Falcao, e começou a controlar o jogo.

Dani Alves, jogando mais avançado, aproveitou a recém-adquirida liberdade para se tornar dono do jogo.

O brasileiro armou praticamente todas as ações de ataque da Juve no primeiro tempo, com belo cruzamento que Higuaín não aproveitou (10 minutos), e em tabela com Dybala, que chutou em cima do goleiro Subasic (15).

O Monaco tentou responder em seguida, mas esbarrou no mito Gianluigi Buffon.

Em seu 100º jogo na Champions, o veterano goleiro defendeu chute à queima-roupa de Mbappé (16) e uma cabeçada de Falcao que tinha a direção do ângulo (18).

O bom momento francês não durou muito e Dani Alves voltou a fazer a diferença.

Aos 28, em rápido contra-ataque que contou com toque de letra de Dybala, o brasileiro recebeu em velocidade e, ao chegar na área do Monaco, encontrou um passe genial de calcanhar para Higuaín. Sozinho na marca do pênalti, não deu para o artilheiro do Campeonato Italiano perder a chance, acertando o cantinho de Subasic.

- Ferrolho italiano -Na volta do intervalo, o Monaco mostrou que não sairia derrotado sem lutar e, no primeiro minuto, teve enorme chance de empatar a partida.

No lance, Bernardo Silva aproveitou saída de bola errada da Juve e deixou Falcao na cara do gol. O colombiano chutou, mas Buffon, bem colocado, encaixou, salvando a Velha Senhora.

Não ter aproveitado um raro erro da Juve acabou custando caro ao Monaco, principalmente com Daniel Alves vivendo grande noite.

Aos 14 minutos, o brasileiro recebeu de Dybala, levantou a cabeça e cruzou na medida para Higuaín, que desviou a bola e marcou seu segundo gol no jogo.

Com vantagem de 2 a 0 no placar, isso jogando fora de casa, Allegri se deu por satisfeito e resolveu fortalecer ainda mais seu ótimo sistema defensivo.

Asim, tirou Higuaín e colocou Cuadrado em campo, recuando Daniel Alves para a lateral-esquerda e ganhando outro jogador com forte capacidade de recomposição, além dos três zagueiros dentro da área para afastar qualquer perigo.

Nos minutos finais, um desesperado, mas valente Monaco, tentou marcar um gol que lhe daria um mínimo de esperança para o jogo de volta, em Turim, e apostou nas bolas alçadas na área italiana.

Buffon, porém, continuou sendo um paredão e defendeu forte cabeçada de Germain aos 44, chegando a 531 minutos sem tomar gol na Liga dos Campeões.

am

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