Esporte

Nadal pode voltar ao topo em Wimbledon com Federer como favorito

02/07/2017 14h22

Londres, 2 Jul 2017 (AFP) - O espanhol Rafael Nadal pode recuperar a primeira posição do ranking ATP, a partir desta segunda-feira, quando inicia o torneio de Wimbledon, que tem o velho rival Roger Federer como grande favorito a levantar o troféu do Grand Slam.

No quadro feminino, a disputa pelo título está mais aberta, graças a ausência da americana Serena Williams, grávida.

Aos 31 anos, Nadal quer levantar o tricampeonato da competição. A temporada do espanhol é excelente: finalista no Aberto da Austrália e título em Roland Garros. O que joga contra é o fato de não disputar competições na grama há dois anos, além das últimas aparições em Wimbledon não terem sido boas.

"Este é um torneio que dá para ser eliminado rapidamente. Mas ao mesmo tempo, me sinto confiante para ir adiante. Acho que estou com confiança. Estou jogando bem desde o início da temporada", afirmou Nadal.

O vencedor de 15 Grand Slams, dois no torneio londrino, em 2008 e 2010, vai iniciar a luta pelo tricampeonato contra o australiano John Millman, número 137 do ranking mundial.

- Federer, em busca do recorde em Wimbledon -Nas últimas quatro edições que o espanhol participou, Nadal foi melhor em 2014, quando caiu nas oitavas de final. Nos outros anos, foi eliminado na estreia e duas vezes na segunda fase.

Mas a fase é boa e se Nadal chegar à decisão pode voltar a ser o número 1 do ranking mundial. Para isso, precisa que o britânico Andy Murray, atual dono do posto, não chegue até a final. O sérvio Novak Djokovic e o suíço Stan Wawrinka são outros que correm por fora para assumir a liderança do circuito ATP.

No entanto, o grande favorito ao torneio é o suíço Roger Federer. O maior tenista da história, com 18 títulos de Grand Slam, quer levantar o troféu de Wimbledon pela oitava vez. A conquista seria um recorde, já que o suíço divide a honra de ser o maior vencedor em Londres com Pete Sampras, cada um com sete títulos.

O que não resta dúvidas é que no final da temporada o melhor tenista do mundo terá mais de 30 anos, algo que não acontece desde 1973, quando o ranking ATP foi criado.

- Djokovic e Murray, incógnitas -Djokovic faz temporada discreta, mas chega à Wimbledon com o título no torneio de Eastbourne. É a segunda taça do sérvio no ano, além da conquista em Doha.

"Há 12 meses tinha acabado de vencer 4 torneios de Grand Slams consecutivos, chegava à Wimbledon num estado completamente diferente. Mas preciso confiar em mim", avaliou Djoko.

Já Murray defende o título, apesar de chegar ao torneio com problemas físicos e em má fase. O britânico foi eliminado na primeira rodada do torneio de Queen's.

Para Federer, a má temporada do escocês "não tem importância porque ele é um dos melhores jogadores em Wimbledon na primeira semana".

"É parecido com Novak e Rafa. Novak acaba de vencer em Eastbourne e Rafa está em grande fase depois da temporada no saibro. Vai ser difícil superá-los", avaliou Federer.

- A coroa feminina mais aberta do que nunca -A ausência de Serena Williams e a lesão da russa Maria Sharapova abrem possibilidades para uma tenista vencer o torneio de maneira inédita. A alemã Angelique Kerber, número 1 do mundo, se apresenta como a melhor candidata para isso.

Além dela, a letã Jalena Ostapenko, surpresa no título de Roland Garros e campeã júnior em Wimbledon 2014, a espanhola Garbiñe Muguruza, finalista em 2015 e a romena Simona Halep, semifinalista em 2014, se apresentam como opções.

A tcheca Petra Kvitova, campeã em 2011 e 2014, ficou seis meses afastada das quadras após levar uma facada na mão por um ladrão que invadiu sua casa. O terceiro título em Wimbledon seria a coroação da volta por cima.

"É diferente se Serena não está aqui, mas existem jogadoras muito boas que podem vencer grandes torneios neste momento", comentou Kerber.

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