Esporte

Alemanha quer manter hegemonia no futebol em longo prazo

03/07/2017 16h10

Berlim, 3 Jul 2017 (AFP) - Nada parece ser capaz de deter a "Mannschaft". Campeã da Copa das Confederações com um time muito jovem e vencedora da Eurocopa Sub-21 em apenas uma semana, a Alemanha se mostra disposta para se manter no topo do futebol por pelo menos mais uma década.

"E o melhor ainda está por vir", parabenizou o jornal alemão Bild, o mais lido do país. O periódico não esconde a possibilidade de levantar o bicampeonato Mundial no ano que vem, na Rússia. 15 milhões de alemães acompanharam a vitória por 1 a 0 sobre o Chile.

O número de possibilidades nas equipes alemãs impressionada: a Mannschaft conquistou o título contra a Geração Dourada do Chile com um grupo experimental. Apenas três campeões do mundo em 2014 fizeram parte do elenco (Mustafi, Ginter, Draxler) e sete jogadores nunca tinham vestido a camisa da seleção principal até junho.

Na mesma semana, o time Sub-21, sem vários jogadores da categoria por conta da competição na Rússia, venceu a Espanha por 1 a 0 na final da Eurocopa.

Em meio a euforia geral, os únicos a manter a cabeça fria foram o treinador Joachim Löw e os auxiliares mais próximos

"Temos que colocar o pé um pouco de freio", alertou o gerente geral da Mannschaft, Oliver Bierhoff: "Brasil, Argentina e Itália no Mundial são um calibre diferente de Austrália e Camarões na Copa das Confederações".

O treinador Low pareceu satisfeito, mas também tentou manter prudência: "temos alguns jogadores que conquistaram muita confiança nos dois torneios. Mas para esse jogadores o trabalho acabou de começar. Alcançar o topo e um nível de categoria mundial é outro desafio".

Ainda assim, os títulos pressionam os campeões da Copa do Mundo, Boateng, Howedes, Hummels, Khedira, Ozil e Thomas Müller.

- "Poucos intocáveis" -"É importante que os jogadores que normalmente são titulares sintam pressão" acrescentou Bierhoff sem eufemismos: "Toni Kroos não precisa se preocupar, mas não restam muitos outros intocáveis".

Joachim Löw, comanda a seleção alemã há 11 anos e sempre manteve o princípio de integrar diferentes gerações. Desde a semifinal da Eurocopa de 2016, perdida para a França, o treinador deu oportunidade para 13 novos jogadores.

Alheio às críticas, Low formou um grupo para a Copa das Confederações com um time "para o futuro", com a intenção de levar "dois ou três jogadores de um nível mundial para um nível superior".

No final, a aposta foi muito rentável. Os atacantes Timo Werner e Lars Stindl e o meia Leon Goretzka terminaram na artilharia do torneio com três gols cada um. Foram os maiores destaques da equipe, que também contou com excelentes atuações do zagueiro Niklas Süle, brigando por uma das 23 vagas para a Copa do Mundo da Rússia.

Julian Draxler, de 23 anos, foi elevado ao posto de capitão do time e liderou a equipe dentro e fora de campo. O meia cavou um espaço entre os titulares Thomas Muller, Mario Götze, André Schurrle ou Marco Reus.

"A arte de Low" comentou a revista especializada em futebol, nesta segunda-feira, "consiste em reunir os líderes da Copa das Confederações com os que ficaram em casa, em um time estável e ambicioso, motivado para conquistar o Mundial e que não esteja dividido pela rivalidade pelo posto titular".

A tarefa é complicada, mas ninguém melhor que Low para tocar o projeto. Desde 2008, o treinador levou a Alemanha para as fases finais de todos os torneios que participou.

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