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Reta final das eliminatórias: Argentina e Portugal em situação incômoda

02/10/2017 11h04

Paris, 2 Out 2017 (AFP) - As eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia-2018 entram na reta final e o suspense toma conta do planeta: a Argentina está em uma situação incômoda, assim como Portugal, atual campeão da Europa, enquanto a Síria sonha com uma classificação histórica.

- Europa: Portugal e França em alerta - Na Europa, que tem o maior número de vagas no Mundial (14), a única seleção já garantida na Copa do Mundo, além da anfitriã Rússia, é a Bélgica, a apenas duas rodadas do fim das eliminatórias.

Outros países estão muito próximos de carimbar o passaporte: a Alemanha tem cinco pontos de vantagem no grupo C, assim como a Inglaterra no grupo F, enquanto a Sérvia tem quatro pontos a mais que o segundo lugar no D e a Espanha três na chave G.

No lado oposto das eliminatórias europeias, nas quais apenas o primeiro colocado dos nove grupos garantem vagas diretas, há grandes países em dificuldades.

Atual campeã continental, a seleção de Portugal, do astro Cristiano Ronaldo, é a segunda no grupo B, a três pontos da Suíça. A França lidera o Grupo A, com apenas um ponto de vantagem sobre a Suécia, antes de uma partida complicada contra a Bulgária fora de casa.

A Itália parece condenada ao segundo lugar, atrás da Espanha, no grupo G.

Os oito melhores segundos colocados (todos exceto um) se enfrentarão em uma repescagem em sistema de ida e volta. Os quatro vencedores dos confrontos garantem vaga na Rússia.

- África: Nigéria e Tunísia muito perto -Das cinco vagas africanas para o Mundial, nenhuma foi confirmada. O continente terá uma rodada em outubro e outra em novembro.

Líder do 'grupo da morte', no qual dois pesos pesados como Argélia e Camarões já estão eliminados, a Nigéria (10 pontos) pode garantir a classificação na partida contra Zâmbia, única equipe com chances de superar os nigerianos.

A Tunísia, que também lidera seu grupo com 10 pontos, à frente da República Democrática do Congo (7), parece ter a vaga bem encaminhada, assim como o Egito no grupo E.

Outras chaves apresentam mais suspense em um continente no qual apenas o primeiro colocado de cada grupo carimba o passaporte para a Rússia.

No grupo C, por exemplo, a Costa do Marfim tem 7 pontos, Marrocos 6 e Gabão 5.

Um caso parecido com o o grupo D, que voltou a ter uma disputa após a decisão da Fifa de ordenar uma nova partida entre África do Sul e Senegal (2-1), em consequência de uma "manipulação" por parte do árbitro, que foi banido do futebol.

- Ásia: o grande sonho da Síria -No continente asiático, Irã, Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita estão classificados. Resta apenas uma vaga de repescagem, que será disputada entre Síria, país em plena guerra civil, e Austrália. O vencedor do confronto tentará uma vaga na Copa do Mundo contra um representante da Concacaf (América do Norte, Central e Caribe).

Em busca de um sonho que parecia impossível, a Síria enfrentará a Austrália nos dias 5 e 10 de outubro. A missão é difícil, com a partida de volta na casa dos australianos, que disputaram os últimos três Mundiais.

Em consequência da guerra, a Síria disputará o jogo de ida contra a Austrália em campo neutro, em Malacca (Malásia).

- Concacaf: Acompanhantes do México -O México já comprou a passagem para a Rússia, mas as demais vagas estão em disputa. O segundo e o terceiro lugares, atualmente ocupados por Costa Rica e Panamá, garantem vagas diretas na Copa, enquanto o quarto lugar, atualmente ocupado pelos Estados Unidos, vai à repescagem contra o vencedor de Síria-Austrália.

A Concacaf ainda terá duas rodadas. A Costa Rica está muito perto do Mundial, já que está em segundo lugar com 15 pontos. Em seguida, a disputa é acirrada entre Panamá (10), Estados Unidos (9) e Honduras (9).

- América do Sul: Argentina e Chile em perigo -A seleção do Brasil, liderada por Neymar, garantiu sua vaga com bastante antecedência e restam três vagas diretas e uma que leva à repescagem intercontinental. A grande questão é: A Argentina de Lionel Messi ficará de fora da Copa?

Finalista em 2014, a seleção argentina não fica de fora de um Mundial desde o México-1970. A equipe ocupa a quinta posição - que significa disputar a repescagem - a apenas duas rodadas do fim das eliminatórias sul-americanas.

Se terminar a disputa continental na quinta posição, a Argentina terá que disputar uma repescagem intercontinental contra a Nova Zelândia, representante da Oceania.

A situação do Chile - atual campeão da Copa América com sua 'geração dourada', é ainda pior, na sexta posição.

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