Esporte

Presidente do PSG em apuros por suspeitas de corrupção

13/10/2017 16h42

Roma, 13 Out 2017 (AFP) - A polícia italiana revistou nesta sexta-feira uma mansão em Porto Cervo, que seria utilizada pelo presidente da BeIn MEdia e proprietário do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, e o ex-secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, como "meio de corrupção, segundo os investigadores.

Em comunicado, a polícia indicou que o casarão tem valor estimado de sete milhões de euros e "constitui o meio de corrupção utilizado por Nasser Al-Khelaifi (com Jérôme Valcke) para adquirir os direitos de televisão dos Mundiais da Fifa dos anos de 2018 a 2030".

A grave acusação foi negada pelos protagonistas do caso horas depois.

"Os direitos de televisão só dizem respeito à zona do Oriente Médio/Zagreb e nestes países BeIN Media não tem nenhuma concorrência. Por que Nasser Al-Khelaifi gostaria de corromper alguém quando não tem concorrência?", explicou o entorno do dirigente à AFP.

O advogado de Al-Khelaifi, Francis Szpiner, preferiu não fazer declarações.

Segundo informações do advogado de Valcke à AFP, o ex-número 2 da Fifa "tinha um contrato e pagava o aluguel da mansão em Cerdeña. Para que exista corrupção, é preciso uma contra-partida. Mas Valcke não era o responsável de atribuir os direitos da imprensa para uns ou outros".

- "Vila Branca" -A "Vila Branca" pertence a uma sociedade imobiliária estabelecida internacionalmente, mas estava a disposição de Jérôme Valcke, segundo o mesmo comunicado.

A operação desta sexta foi realizada em presença de um "representante do ministério público da Confederação Helvética".

A polícia italiana indicou que várias pessoas "ligadas à sociedade proprietária da mansão" foram interrogadas. Documentos e materiais de informática também foram apreendidos.

Na quinta-feira, a justiça suíça revelou que está investigando o caso desde o dia 20 de março de 2017, por suposto envolvimento de Valcke e Al-Khelaifi na "relação de concessão de direitos de meios de comunicação para as Copas do Mundo de futebol".

A investigação foi aberta por "suspeitas de corrupção privada, calote, gestão desleal e falsificação de documentos".

- Fifa investiga Al-Khelaifi -Ao mesmo tempo, a comissão de ética da Fifa abriu investigação preliminar contra Nasser Al-Khelaifi, nesta sexta-feira, um dia depois da justiça suíça iniciar investigação por "corrupção privada" na definição dos direitos dos meios de comunicação em várias Copas do Mundo.

Na quinta-feira, o escritório parisiense da televisão BeIN Sports foi investigada.

O grupo BeIN Media "negou todas as acusações", acrescentando que vai "colaborar plenamente com as autoridades e espera com interesse pela continuidade da investigação".

Jérôme Valcke também negou as acusações: "M. Valcke foi ao escritório do MPC para ser ouvido. Saiu livre, sem nenhuma medida de coerção contra sua liberdade nem pagamento de fiança", declarou o advogado Stephane Ceccaldi à AFP.

Jérôme Valcke, suspenso por 10 anos por outro caso de corrupção, é suspeito de ter "aceito vantagens indevidas em relação à concessão de direitos de imprensa em certos países por um empresário no domínio dos direitos esportivos em relação às Copas do Mundo de Futebol da Fifa de 2018, 2022, 2026 e 2030 e da parte de Nasser Al-Khelaïfi nas Copas do Mundo da Fifa de 2026 e 2030", acrescentou o MPC.

Além disso, o dirigente precisa lidar com a suposta quebra do fair-play financeiro do PSG. Nasser é presidente do time desde a compra da equipe por um fundo soberano do Catar em 2011. A Uefa investiga o caso.

O clube francês pagou 222 milhões para tirar Neymar do Barcelona e mais 180 milhões para contratar Kylian Mbappé ao Monaco. Segundo as regras da entidade, um clube não pode gastar mais do que arrecada nem ter prejuízo de mais de 30 milhões de euros em três anos.

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