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Flamengo desaponta outra vez e Independiente conquista Copa Sul-americana

14/12/2017 00h52

Rio de Janeiro, 14 dez 2017 (AFP) - O Flamengo desperdiçou a chance de salvar a temporada, nesta quarta-feira, ao empatar por 1 a 1 com o Independiente, no jogo de volta da final da Copa Sul-Americana, cedendo o título para o rival argentino no Maracanã lotado.

Lucas Paquetá abriu o placar para os rubro-negros, aos 29 minutos do primeiro tempo, mas o jovem Ezequiel Barco empatou de pênalti, 10 minutos depois. O resultado não foi suficiente para reverter a derrota por 2 a 1 no jogo de ida, em Avellaneda, mantendo a seca de títulos internacionais da equipe carioca, que já leva 18 anos.

Com a vitória, os argentinos conquistaram o segundo título no mítico estádio brasileiro. Em 1995, o Independiente venceu o mesmo Flamengo na final da Supercopa. O "Rei de Copas", maior campeão de Libertadores, com sete títulos, levou novamente o troféu da Sul-americana após a primeira conquista da competição, em 2010.

"Fizemos um grande jogo todos juntos e conseguimos conquistar esse troféu. Estou muito feliz e quero aproveitar esse momento agora", comemorou o jovem Ezequiel Barco, de apenas 18 anos, e que foi um dos destaques dos dois jogos da decisão.

Já o Flamengo amargou uma temporada recheada de decepções, que começou com a eliminação precoce na Libertadores, o vice-campeonato da Copa do Brasil e a temporada irregular no Campeonato Brasileiro, que valeu vaga na Libertadores com a sexta colocação. Pouco para quem planejou e investiu no time para ser campeão.

"Eu acho que é um golpe duro, muito forte. Muita dor, por todo o sonho para nós, para a torcida. Foi difícil pela tensão. Sabíamos que precisávamos evitar tomar gols. Foi importante ter começado ganhando, mas faltou controle para evitar essa situação", avaliou o técnico colombiano Reinaldo Rueda após a partida.

- Maraca lotado -"Vencer, vencer, vencer": com belo mosaico, a torcida rubro-negra pediu desde o início que o time partisse para cima em busca do troféu da Copa Sul-americana. A derrota por 2 a 1 no jogo de ida obrigava a equipe carioca a sair vitoriosa, nem que fosse pela diferença mínima que levasse a partida para a prorrogação.

Contagiado pelos mais de 62.000 torcedores de um Maracanã ensurdecedor, o Flamengo ouviu a arquibancada e foi ao ataque assim que a bola rolou. Só nos 20 primeiros minutos, a equipe chegou ao gol de Martín Campaña pelo menos três vezes, sendo a mais perigosa com Everton, aos 13. O camisa 22 recebeu excelente passe de Felipe Vizeu, venceu a marcação dupla e ficou cara a cara com o arqueiro, mas bateu fraco nas mãos do uruguaio.

Depois de tanto insistir, o gol veio dos pés do jogador mais festejado na escalação: Lucas Paquetá, formado na base do clube e que atravessa grande fase. A jogada nasceu dos pés de Diego em bola parada, aos 29 minutos do primeiro tempo. O camisa 10 jogou na área, Juan desviou na primeira trave e a bola ficou viva na pequena área, onde o jovem de 20 anos apareceu para empurrar para as redes.

O gol não derrubou os visitantes, que conseguiram responder rapidamente em jogada pelo lado direito. Maximiliano Meza recebeu passe em profundidade, foi derrubado por Cuellar dentro da área e conseguiu pênalti para "Los Rojos", aos 36. O árbitro colombiano Wilmar Roldan pediu auxílio ao assistente de vídeo (VAR), que confirmou a decisão.

Apesar de ter apenas 18 anos, Ezequiel Barco chamou a responsabilidade e foi para a cobrança, deslocando César para o lado direito e tocando firme no outro canto para empatar, aos 39.

- Tranquilidade argentina -A equipe argentina foi dominada em grande parte do primeiro tempo, mas aparentou tranquilidade com a bola no pé. Na volta do intervalo, as propostas de jogo ficaram claras desde o início, com o Flamengo tentando furar o bloqueio e o Independiente apostando na velocidade para surpreender. E usando a já conhecida catimba para atrasar reposições de bola.

Passados 10 minutos, o técnico colombiano Reinaldo Rueda fez a substituição mais aguardada ao colocar a revelação Vinicius Jr. em campo, no lugar do peruano Trauco. O jovem de 17 anos, que foi vendido ao Real Madrid por impressionantes 45 milhões de euros, chamou a torcida para jogar logo na primeira vez que tocou na bola, driblando o zagueiro e arriscando com a perna esquerda.

Mas a euforia se transformou em preocupação com o passar do tempo. O Urubu ainda precisava de um gol para empatar a disputa e dois para ser campeão sem necessidade de prorrogação. E a preocupação quase deixou o Maracanã mudo, aos 13 minutos, quando Emmanuel Gigliotti roubou bola de Réver, disparou em velocidade e deu lindo toque de cobertura na saída de César. A bola não entrou por milagre, graças à intervenção precisa de Juan para tirar em cima da linha, comemorada como um gol.

Aparentemente cansados, os rubro-negros só chegaram com mais perigo aos 19 minutos em jogada de bola aérea. A equipe carioca disputava o 82º jogo oficial do ano, contra a metade das partidas realizadas pelos visitantes. Os passes errados no meio de campo deixavam a torcida impaciente, enquanto os 4.000 argentinos que foram ao estádio começavam a se sentir mais confortáveis.

Sentindo o momento ruim, a torcida tentou empurrar o time com mais vontade a partir dos 30 minutos. A equipe respondeu dentro de campo e chegou com perigo, sempre pelo alto, mas faltou capricho na cabeçada de Réver. Já Barcos fazia a festa e vencia todas no ataque. O jovem criou chances perigosas, mas Albertengo e Gigliott desperdiçaram os presentes do jogador.

O Independiente demonstrou maturidade para segurar o abafa final rubro-negro, que teve apenas três minutos de acréscimo para buscar o gol. Na última chance do jogo, a bola caiu nos pés de Everton Ribeiro livre dentro da área, mas o camisa sete isolou e a equipe argentina fez mais uma festa no Maracanã.

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