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Brasil e Alemanha se reencontram com 7 a 1 na memória

26/03/2018 13h52

Berlim, 26 Mar 2018 (AFP) - "O 7 a 1 é um fantasma que nos persegue". Quase quatro anos depois da histórica eliminação para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo-2014, o Brasil vai reencontrar a Mannschaft pela primeira vez, nesta terça-feira, em amistoso com importância esportiva e emocional.

O duelo em Berlim "tem uma grande importância psicológica, não é preciso esconder. O 7 a 1 é um fantasma que nos persegue", admitiu o técnico brasileiro Tite em entrevista publicada nesta segunda-feira pela revista alemã Kicker.

"A ferida continua aberta (...) este jogo de Berlim faz parte do processo de cicatrização", acrescentou Tite antes de admitir que tem "medo" do jogo.

"Não podemos nos deixar intimidar ou ceder ao pânico. Vai ser um jogo complicado, sim, que vai nos exigir muito emocionalmente. Mas nossa preparação busca isso", explicou o treinador, que assumiu o cargo em junho de 2016.

Mais relaxado, o homólogo alemão Joachim Löw garantiu que aquele jogo em Belo Horizonte marcou sua vida: "esse jogo vai ser tema de conversas durante um século. Inclusive volto a ver os gols... Quando se vence 7 a 1 uma semifinal de Copa do Mundo contra o país anfitrião... sim, fica na memória".

"Mas não acho que eles tenham medo na terça-feira, acho que estarão extra motivados", acrescentou.

- Acabar com piadas -No Brasil, as redes sociais mantiveram viva a memória da humilhação que sacudiu o pentacampeão mundial. "Vamos assistir Alemanha e Brasil bebendo cerveja e fingindo que o 7 a 1 nunca existiu", tuitou um internauta.

Nos últimos dias, alguns veículos de comunicação informaram que o zagueiro Dante, que jogava no Bayern de Munique, precisou ouvir piadas do companheiro Thomas Müller no vestiário da equipe.

Mas em público os jogadores alemães mostram muito respeito pelos rivais: "quando olho o time em comparação com 2014, estão dois passos a frente", indicou o meia Toni Kross, autor de dois gols em BH.

"O 7 a 1? Não conversamos entre nós", garantiu o volante Ilkay Gündogan antes de acrescentar: "é passado. Nós nos concentramos no jogo de terça-feira".

"Contrariamente a 2014, este time está mais equilibrado, com jogadores como Paulinho e Casemiro que dão algo que não tinham antes. Voltaram a ser o Brasil que todo mundo conhece", acrescentou o meia do Manchester City.

- Tudo menos amistoso - Para os treinadores, que esperam levantar o troféu da Copa do Mundo no dia 15 de julho, o jogo vai ser tudo menos amistoso. É o último teste antes da lista final de 23 convocados para o Mundial.

Pela Mannschaft, Löw deve fazer seis ou sete mudanças em relação do time que empatou em 1 a 1 com a Espanha. Gündogan e o companheiro de City, Leroy Sané, serão titulares, enquanto os dois goleiros reservas, Kevin Trapp e Bernd Leno, vão jogar um tempo cada um.

Müller e Özil deixaram a concentração, abrindo espaço para Löw testar novas opções ofensivas na equipe.

Para Tite, o reencontro contra a Alemanha não é propício para testes e apenas uma mudança vai ser feita em comparação a escalação da vitória por 3 a 0 sobre a Rússia.

Fernandinho deve ocupar a vaga de Douglas Costa, o que muda o esquema de jogo: Coutinho passa a jogar pelo lado esquerdo do ataque, com Willian pelo lado direito. Fernandinho, Paulinho e Casemiro vão formar um trio defensivo pelo meio.

Thiago Silva pode ser titular, deixando o companheiro de Paris Saint-Germain Marquinhos no banco.

-- Prováveis escalações:

Alemanha: Leno (ou Trapp) - Kimmich, Boateng, Hummels, Plattenhardt - Gündogan, Brandt (ou Stindl), Kroos, Sané, Goretzka - Werner (ou Mario Gomez 84).

Treinador: Joachim Löw.

Brasil: Alisson - Dani Alves, Miranda, Thiago Silva, Marcelo - Casemiro, Fernandinho, Paulinho- Willian, Gabriel Jesús, Coutinho.

Treinador: Tite.

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