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Ex-chefe do médico Larry Nassar também é acusado nos EUA

27/03/2018 22h13

Washington, 28 Mar 2018 (AFP) - O ex-chefe de Larry Nassar, o médico condenado à prisão perpétua por abusos sexuais a dezenas de atletas americanas, enfrenta agora a mesma acusação por má conduta sexual e "negligência no cumprimento do dever" por não supervisionar adequadamente o médico da Universidade Estatal do Michigan (MSU).

William Strampel, de 70 anos, médico e ex-decano da Faculdade de Medicina Osteopática da MSU, foi preso na segunda-feira e as acusações foram conhecidas nesta terça-feira com a divulgação de documentos judiciais.

Strampel, decano da escola de medicina de MSU de 2002 a 2018, foi supervisor direto de Nassar na universidade em Lansing, Michigan.

Nassar foi acusado de abusar de centenas de mulheres atletas na MSU, onde trabalhou na Clínica de Medicina Desportiva, e de outras meninas e mulheres quando era médico da equipe de ginástica dos Estados Unidos (USA Gymnastics).

A denúncia penal contra Strampel o acusa de conduta sexual indevida, má conduta por parte de um funcionário público e duas acusações de "negligência no cumprimento do dever".

Se ele for considerado culpado por todas as acusações, ele poderá enfrentar uma sentença de até nove anos de prisão.

Strampel foi acusado de passar a mão em duas mulheres, sem consentimento, em eventos públicos e de fazer comentários ou sugestões inapropriadas a estudantes, incluindo pedidos de fotos delas sem roupa.

Imagens de estudantes nuas foram encontradas em um computador de seu escritório, segundo a denúncia, junto com um vídeo de Nassar "realizando um 'tratamento' em uma paciente jovem".

Nassar está cumprindo pena de prisão perpétua em prisão por abusar de centenas de meninas e mulheres sob alegação de "tratamento" médico.

"Como decano da universidade, Strampel usó su oficina para acosar, discriminar, menospreciar, hacer proposiciones sexuales y agredir sexualmente a estudiantes mujeres, violando su deber legal como funcionario público", apuntó la denuncia.

A acusação de negligência deriva de uma denúncia de "conduta sexual inapropriada" sobre Nassar em abril de 2014. Strampel estabeleceu protocolos para garantir que os fatos não se repetiriam, mas "na realidadão não fez cumprir ou monitorar esses protocolos", apontou a denúncia.

O advogado de Strampel, John Dakmak, disse ao jornal The Detroit News que seu cliente nega um comportamento inapropriado, assegura que seguiu um protocolo adequado sobre Nassar e disse que combaterá as acusações.

O Departamento de Educação americano anunciou no mês passado que abrirá uma investigação sobre a administração por parte da MSU dos informes de abuso sexual de Nassar.

O presidente interino de MSU, John Engler, disse nesta terça-feira que as acusações contra Strampel "confirmam" a "crença de que não cumpriu com o que se espera e exige da liderança acadêmico". Engler já havia retirado Strampel de seu cargo.

THE NEW YORK TIMES COMPANY

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