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Consideradas impuras, mulheres socorristas são expulsas de ringue de sumô

05/04/2018 06h17

Tradicional esporte do Japão, o sumô tem sido o centro de uma discussão delicada nesta quinta-feira (5), após duas mulheres serem expulsas de um ringue (chamado "dohyo") por serem consideradas impuras. O incidente aconteceu em Maizuru, na região de Kyoto, quando o prefeito da cidade desmaiou durante um discurso sobre o ringue. Duas moças subiram para ajudar a socorrê-lo, e o árbitro insistiu para que elas deixassem o local (confira no vídeo).

É tradição do sumô, um esporte de 2 mil anos, tratar o dohyo como um local sagrado. O esporte conserva muitos rituais do xintoísmo, a religião tradicional japonesa, de modo que a entrada das mulheres ao local de lutas é proibida. De qualquer forma, a situação levou o presidente da Associação de Sumô do Japão, conhecido apenas como Hakkaku, a pedir "profundas desculpas" pois a instrução foi "inapropriada diante de uma situação de vida ou morte".

Durante uma competição em Maizuru, o prefeito passou mal justamente sobre o ringue. Ele deita no solo e é rapidamente cercado por várias pessoas, inclusive mulheres que entraram no local para tentar reanimá-lo com uma massagem cardiorrespiratória. Foi aí que o árbitro pediu diversas vezes no microfone que elas saíssem dali: "Senhoritas, por favor, saiam do dohyo".

O prefeito foi em seguida socorrido e encaminhado ao hospital, onde passou por cirurgia. De acordo com a imprensa local, esteve "consciente e falando".

Os lutadores de sumô são venerados no Japão, mas o esporte tradicional foi abalado nos últimos anos por acusações de abusos físicos, casos que envolvem drogas, apostas ilegais e vínculos com a máfia japonesa.

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