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"Terminaram os testes com o VAR", diz diretor de arbitragem da Fifa

09/06/2018 14h38

Moscou, 9 Jun 2018 (AFP) - "Terminaram os testes", indicou neste sábado o diretor de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, sobre a esperada estreia do VAR na Copa do Mundo, durante visita ao centro operativo que vai servir de suporte nos 64 jogos do mundial russo.

Instalado no IBC -International Broadcast Center, centro de transmissões-, o quarto do VAR se conectará com todos os estádios para auxiliar os árbitros.

Pergunta: Como vai administrar o time de árbitros que vai manejar o VAR?

Resposta: "Um árbitro fará apenas um jogo por dia. Depois pode repetir no dia seguinte, porque estamos em Moscou e não é preciso viajar. Temos que buscar qualidade. Se em um time jogam os melhores, para nós é a mesma coisa. Se alguém precisar repetir todos os dias porque é melhor, fará isso".

P: A Fifa optou por centralizar a gestão do VAR, diferentemente do Campeonato Italiano, que instala uma sala em cada estádio. Por que?

R: "Graças a Deus temos a centralização. Hoje podemos dizer: sem centralizar em Moscou seria impossível aplicar o VAR na Copa do Mundo, porque não temos 100 bons árbitros VAR. Teremos 13 especializados e 6-7 árbitros que apitarão o jogo no campo e poderão ajudar com o VAR, o que são aproximadamente 20".

P: Preocupa a demora na tomada de decisões? Alguma medida foi tomada?

R: "A estatística de tempo de bola rolando no Brasil-2014 foi de 57-58 minutos por jogo. Hoje pode ser que tenhamos uma situação complicada e percamos 30 segundos, que serão recuperados nos acréscimos. Não queremos passar dos 57 minutos de jogo que tivemos no Brasil. Mas se pelo resultado correto do jogo nós perdermos 10 segundo mais, qual o problema?".

P: Quem deve tomar a iniciativa em caso de jogada polêmica?

R: "A iniciativa deve ser do árbitro VAR na maioria das ocasiões. Uma das coisas mais importantes para os árbitros é estar convencido que suas decisões são certas. O microfone (para comunicação com o VAR) deve estar fechado e o árbitro tem que esquecer que conta com a tecnologia. Se existe um erro, alguém vai falar. Como um jogador, que se hesita perde a força, se tiver que consultar sempre vai perder a estrutura de árbitro com forte personalidade e não queremos".

P: Acredita que a Copa do Mundo chega cedo demais para o VAR? Falta experiência?

R: "Acontece como com os jogadores, os melhores árbitros vão usar o VAR. Acabaram os testes, não podemos dizer ao mundo 'ah não, mas...'. O árbitro, apesar de estar muito preparado, não pode ver tudo e é nessas situações complicadas que vai contar com a tecnologia".

P: Em quais casos se usarão imagens em tempo real e em câmera lenta?

R: "Temos diferentes câmeras. A normal e a super câmera lenta, que não é a realidade. Por que? Porque falta a força e os árbitros VAR sabem que têm que utilizar as duas. A super câmera lenta é para ver o lugar de contato e a veloz é para ver o nível de força".

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