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Brasil inicia campanha pelo Hexa com empate decepcionante diante da Suíça

17/06/2018 19h44

Rostov do Don, Rússia, 17 Jun 2018 (AFP) - Em dois tempos de futebol distintos, em que mostrou organização e talento no primeiro, mas desatenção e nervosismo no segundo, o Brasil só conseguiu empatar em 1 a 1 com a Suíça, neste domingo na estreia no Grupo E da Copa do Mundo da Rússia, em Rostov-on-Don.

A busca pelo Hexacampeonato no Mundial russo começou promissora para a Seleção, que viu Philippe Coutinho abrir o placar diante dos suíços com um belo chute de fora da área, logo aos 20 minutos de jogo.

Mas, após o intervalo, uma falha da zaga brasileira e a indecisão do goleiro Alisson permitiram ao adversário helvético empatar a partida com Steven Zuber, subindo sozinho para cabecear uma cobrança de escanteio, aos 20 do segundo tempo.

Um gol que deverá semear algumas dúvidas para a sequência da campanha do Brasil, que, desde que Tite assumiu o cargo de técnico em julho de 2016, navega águas impressionantemente calmas, conseguindo a façanha de recuperar a confiança da torcida após o vexame em casa na Copa de 2014, graças a um futebol vistoso e eficiente.

Contra a Suíça, esse futebol tão elogiado, e que fez a Seleção ser apontada como uma das grandes favoritas ao título na Rússia, deu as caras, mesmo que por um curto período de tempo na primeira etapa.

- Olhos em Neymar -No esquema ofensivo montado por Tite, com o talento de Neymar, Coutinho, Willian e Gabriel Jesus do meio para frente, o Brasil tomou às rédeas da partida de início, apesar das poucas oportunidades de gol criadas.

E, no meio desses jogadores de classe mundial citados acima, Neymar centralizava todas as atenções.

O craque do Paris Saint-Germain, que há três meses operava o pé direito, mostrou estar fisicamente recuperado, mas realizou uma partida de altos e baixos, com lances de categoria mesclados a erros de individualismo e falta de ritmo de jogo.

A primeira impressão deixada pelo camisa 10 no jogo, porém, foi positiva.

Aos 11, Neymar foi acionado pela primeira vez pela ponta esquerda. E o resultado foi quase um gol brasileiro, após cruzamento rasteiro que Paulinho, dentro da pequena área suíça, chutou para fora.

Parecia questão de tempo para que as envolventes tramas ofensivas brasileiras terminassem em gol. E ele veio aos 20 minutos, numa jogada com a marca registrada de Philippe Coutinho.

No lance, após tabelar com Neymar na entrada da área, o atacante do Barcelona fez sua jogada característica, cortando para a direita e acertando um chutaço colocado que ainda pegou na trave antes de morrer no fundo do gol de Sommer. Uma verdadeira pintura.

O gol e a vantagem no placar não relaxaram os comandados de Tite. Muito bem postada defensivamente, com Casemiro cobrindo com qualidade as escapadas de Coutinho e Paulinho, a Seleção seguiu mais perigosa que a Suíça.

As duas melhores chances de ampliar o placar ainda no primeiro tempo vieram de cabeça em cobranças de escanteio. Em ambas as oportunidades, Gabriel Jesus (33) e Thiago Silva (45+2) subiram mais que a marcação, mas erraram por pouco na hora de definirem a jogada.

- Pontaria falha -A segura atuação da equipe na primeira etapa, porém, ficou estremecida logo na volta das equipes do intervalo.

Aos 5 minutos, no primeiro ataque suíço do segundo tempo, os helvéticos conseguiram um escanteio e não desperdiçaram a chance. Zuber se livrou da marcação e contou com a indecisão de Alisson -e com um empurrão nas costas de Miranda que o juiz não viu- para cabecear com força e empatar a partida.

O gol suíço fez Tite mexer na equipe. Sabendo que o Brasil precisaria partir para cima em busca da vitória, o que consequentemente abriria espaços para contra-ataques suíços e sobrecarregaria o sistema defensivo da Seleção, o técnico colocou Fernandinho no lugar de Casemiro, pendurado.

Foi o que aconteceu. Enquanto o Brasil pecava pelo excesso de individualismo no ataque, principalmente de Neymar, que na ansiedade de ajudar a Seleção, voltou a exibir o preciosismo que lhe rendeu críticas na carreira, a Suíça apostava na velocidade de Shaquiri pela ponta direita para surpreender.

Sorte do Brasil que a frieza e qualidade diante do gol adversário não são os pontos fortes dos helvéticos. A Seleção, porém, também não estava com a mira calibrada e, no abafa final, já com Roberto Firmino no lugar do apagado Gabriel Jesus, não aproveitou as seguidas chances de retomar a frente no placar.

Assim, Coutinho (25 minutos) e Miranda (46), em chute para fora de dentro da pequena área, e Neymar (42) e Firmino (45), em cabeçadas à queima-roupa que Sommer foi pegar, desperdiçaram às últimas chances do Brasil de somar três importantes pontos na briga pela classificação às oitavas de final.

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