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Harley Davidson vai tirar parte de sua produção dos EUA

25/06/2018 19h08

Nova York, 25 Jun 2018 (AFP) - A Harley Davidson anunciou nesta segunda-feira (25) que planeja tirar dos Estados Unidos parte de sua produção para evitar as tarifas impostas pela União Europeia (UE) às suas motos, e o presidente americano Donald Trump disse estar surpreso com a decisão.

"Estou surpreso que, de todas as empresas, a Harley Davidson tenha sido a primeira a levantar a bandeira branca", tuitou Trump. "Lutei muito por eles e em última instância não pagarão tarifas para vender à UE (...). Os impostos são só uma desculpa da Harley. Sejam pacientes", criticou.

A UE aumentou entre 6% e 31% a tarifa de importação de motos, o que eleva em cerca de 2.200 dólares o preço das Harley Davidson para os consumidores europeus.

A medida da UE foi tomada em represália às tarifas dos Estados Unidos sobre a importação de aço e alumínio.

As ações da empresa caíram 6% em Wall Street, a 41,57 dólares por ação.

A Harley Davidson vai levar entre 9 e 18 meses para migrar fábricas para o exterior - mas a empresa prometeu absorver a alta dos custos, em nota.

Para não perder vendas nos mercados-chave europeus, a empresa "enfrentará o significativo impacto gerado por essas tarifas", que ampliar entre 30 milhões e 45 milhões o gasto estimado para o resto do ano.

"A Harley Davidson mantém seu sólido compromisso para a fabricação nos Estados Unidos, o que é valorizado por motociclistas de todo o mundo", disse.

"Aumentar a produção internacional para aliviar as tarifas da UE não é a preferência da empresa, mas representa a única opção sustentável para fazer com que suas motos sejam acessíveis aos clientes da UE e manter um negócio viável na Europa", afirma a Harley Davidson.

Para a empresa, a Europa é seu segundo maior mercado, depois dos Estados Unidos. No ano passado ela relatou receita de 521,8 bilhões de dólares e lucro de 5,6 bilhões.

Além das motos Harley Davidson, a UE puniu com medidas tarifárias a importação de diversos produtos americanos, entre eles o uísque bourbon e o jeans.

Esses produtos têm "um impacto político fortemente simbólico", disse o vice-presidente para o Comércio da Comissão Europeia, Jyrki Katainen.

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