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COI 'congela' organização do torneio de boxe na Olimpíada de 2020 em Tóquio

André Durão/Globoesporte.com
Relações entre COI e dirigentes do boxe vêm estremecidas; em 2016, árbitros e assistentes foram suspensos Imagem: André Durão/Globoesporte.com

Da AFP, em Tóquio (Japão)

30/11/2018 17h00

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta sexta-feira (30) sua decisão de "congelar a organização do torneio de boxe" nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, enquanto inicia uma investigação sobre a controversa federação internacional da disciplina (Aiba).

"Os contatos oficiais entre a Aiba e o Comitê Organizador de Tóquio-2020, a venda de ingressos, a aprovação e implementação do sistema de classificação, o planejamento de testes e a finalização do programa de competição estão, portanto, suspensos", informou a comissão executiva do COI em uma declaração.

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A investigação pode levar à retirada do reconhecimento da Aiba pelo órgão olímpico, segundo o COI, em função de várias razões de grande preocupação em relação às finanças, bem como governança e ética da organização.

Apesar dessas medidas, o COI promete "fazer todo o possível para proteger os atletas e garantir que um torneio de boxe ocorra nos Jogos de Tóquio".

O boxe, esporte histórico dos Jogos, já provocou a ira do COI em 2016 no Rio de Janeiro, onde 36 árbitros e assistentes de árbitros foram suspensos.

E as relações não melhoraram com a eleição do empresário uzbeque Gafur Rakhimov como chefe da Aiba no início de novembro.

Rakhimov é acusado de ser um "grande criminoso" em seu país pelo Tesouro dos Estados Unidos, o que ele categoricamente nega.

Antes da decisão desta sexta-feira, o COI já havia suspendido suas relações com a AIBA e congelado a ajuda financeira anteriormente fornecida.

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