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Copa do Mundo Feminina - 2019


Fifa nega favorecimento para países europeus na Copa do Mundo feminina

Pierluigi Collina rebateu as críticas feitas ao VAR na Copa do Mundo feminina

2019-06-26T13:05:00

26/06/2019 13h05

Todas as equipes "merecem nossa atenção máxima" e nenhuma é prejudicada. Foi assim que Pierluigi Collina, chefe da arbitragem da Fifa, negou nesta quarta-feira (26) qualquer tipo de favorecimento às nações europeias na Copa do Mundo feminina, após as críticas às decisões tomadas durante a partida Inglaterra X Camarões.

Questionado se seria puro acaso apenas equipes africanas, sul-americanas e asiáticas reclamarem do VAR, o ex-árbitro italiano minimizou a polêmica.

"Todas as equipes vindas dos seis continentes são importantes e merecem nossa atenção máxima. Todo mundo é livre para reclamar se quiser, mas reclamações precisam ser baseadas em fatos. Se não há fatos, não tenho o que comentar", se defendeu Collina.

O chefão da arbitragem também foi questionado sobre o polêmico uso do VAR durante a partida de oitavas de final vencida pela Inglaterra contra Camarões, que por duas vezes ameaçou não deixar a partida ser retomada.

"Eu acho que você deveria analisar melhor as regras do jogo e os protocolos, ficaríamos felizes de fornecer livros para que você pudesse analisar melhor e saber melhor as situações nas quais um árbitro pode ver o vídeo ou não", ironizou Collina ao responder a um jornalista que lhe perguntou se o árbitro havia agido de maneira "irrepreensível".

Antes desta resposta ríspida, Collina se defendeu de toda pergunta sobre esta partida, garantindo que o árbitro acertou na decisão tomada no segundo gol inglês, inicialmente anulado por impedimento, mas depois validado.

"O gol foi validado após o apito porque o assistente levantou a bandeira (por erro) somente quando a bola já estava dentro do gol", o que não teria afetado o comportamento da defesa camaronesa", explicou Collina.

"Às vezes há notícias estranhas que complicam nosso trabalho, mas sempre encontramos um jeito de mostrar que tínhamos razão ao fazer o que fizemos", concluiu.

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