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Acusado de doping, chinês Sun Yang é alvo de protestos de nadadores

23/07/2019 15h09

Gwangju, Coreia do Sul, 23 Jul 2019 (AFP) - A luta contra o doping chegou aos pódios: ao receber uma segunda medalha de ouro no Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju, na Coreia do Sul, o chinês Sun Yang voltou a ser alvo de protestos de atletas rivais.

O dia de finais na piscina coreana foi aberta com uma nova polêmica envolvendo Sun Yang, que herdou o ouro nos 200 m livres após a desclassificação do lituano Danas Rapsys por queimar a largada.

Dois dias depois do australiano Mack Horton se negar a subir no pódio dos 400 m livres, vencida por Sun Yang, para protestar contra o nadador chinês, acusado de destruir uma amostra de sangue com um martelo em setembro do ano passado durante um exame antidoping, foi a vez do britânico Duncan Scott protestar.

Ao contrário de Horton, Scott (22 anos) aceitou subir no pódio para receber a medalha de bronze na prova dos 200 m livres, mas se negou a apertar a mão do medalhista de ouro chinês e pousar para a foto oficial ao seu lado.

E, diferentemente de domingo, quando pareceu ignorar o protesto de Horton, desde vez Sun Yang se revoltou com a atitude do colega britânico. Com o punho fechado e visivelmente irritado, o chinês de quase dois metros de altura gritou "Eu ganhei! Eu ganhei!" e "Você é um perdedor, eu sou um vencedor" na direção de Scott.

Os dois nadadores receberam um aviso da Federação Internacional de Natação (Fina), que já havia feito o mesmo com Horton.

Scott não quis comentar o ocorrido, mas recebeu o apoio do compatriota e astro do nado peito Adam Peaty.

"Ele tem razão. O mais importante como atleta é que você pode fazer sua voz ser escutada, e Duncan o fez", aplaudiu.

A presença de Sun, que não foi punido pela Fina após destruir a amostra de sangue em setembro, nas competições é vista como uma afronta para muitos nadadores.

O nadador chinês, de 27 anos, ainda será julgado em setembro pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), maior instância jurídica esportiva no mundo, após a Agência Mundial Antidoping (Wada) apelar da decisão da Fina.

Já suspenso durante três meses por doping em 2014, Sun Yang corre o risco de ser suspenso para sempre da natação em caso de reincidência.

Enquanto espera pela próxima batalha no tribunal, Sun Yang conquistou seu 11º título mundial, igualando o australiano Ian Thorpe como terceiro maior vencedor da história dos Mundiais de Esportes Aquáticos.

O chinês entrará na piscina novamente nesta quarta-feira para a final dos 800 m livres.

es/fbr/gh/am

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