Esporte

Primeiro atleta a vencer Dos Anjos garante que triunfo rende respeito na prisão

03/07/2016 03h00

Adriano Abu derrotou Rafael dos Anjos em 2004 - Reprodução/Facebook

Adriano Abu derrotou Rafael dos Anjos em 2004 – Reprodução/Facebook

Rafael dos Anjos é o atual dono do cinturão peso-leve (70 kg) do UFC e apenas sete atletas no mundo podem dizer que já derrotaram o campeão. E o primeiro deles venceu RDA justamente na sua estreia como profissional – em 2004, no Juiz de Fora Fight 1. Apesar do sucesso dentro do cage, Adriano Abu decidiu abandonar o esporte um ano depois do duelo para trabalhar como guarda penitenciário e garante que não se arrepende da decisão. Mesmo assim, de acordo com o ex-lutador, a vitória sobre o único brasileiro com um título do Ultimate atualmente, há 12 anos atrás, lhe rende respeito até hoje em Minas Gerais.

Em entrevista ao site ‘MMA Fighting’, Abu contou que até os detentos o respeitam em função do seu histórico como lutador e que todos sabem da sua vitória sobre RDA. O ex-atleta ainda revelou que o triunfo sobre o campeão peso-leve também o ajudou a conseguir o emprego de guarda penitenciário.

“Eu sou respeitado aqui em Juiz de Fora, até com os detentos, em função das minhas lutas. Os presos sabem do meu histórico e a minha vitória sobre o Rafael dos Anjos mudou as coisas para mim. Eu vi que ele é o quinto melhor lutador do UFC, então todos vêm falar comigo sobre isso. Um preso me contou uma vez que eles jamais fariam um motim durante meu turno (risos). Aquela luta me ajudou a conseguir esse emprego também”, declarou.

Abu ainda contou que chegou a fazer algumas apresentações após o duelo contra Dos Anjos mas que acabou optando por abandonar o esporte. De acordo com o ex-lutador, que garante não se arrepender da decisão em trocar de emprego, a possibilidade de um trabalho mais estável pesou na sua escolha.

“Eu até lutei uma vez depois disso, fiz umas poucas lutas de jiu-jitsu e muay thai. Mas eu teria que largar meu emprego e mudar para uma academia maior se eu quisesse me tornar um lutador profissional em tempo integral. Meu treinador me disse na época para ir treinar na Chute Boxe. Mas meu pai era um pintor e minha mãe trabalhava como faxineira e eu não quis correr riscos. Estou feliz com a minha escolha”, finalizou.

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