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Dos Anjos deixa McGregor e bolsa milionária de lado em busca de legado

Ag. Fight

06/07/2016 05h00

Rafael dos Anjos encara Eddie Alvarez nesta quinta-feira, em Vegas - Diego Ribas

Rafael dos Anjos encara Eddie Alvarez nesta quinta-feira, em Las Vegas – Diego Ribas

O brasileiro Rafael dos Anjos é praticamente a versão diametralmente oposta de Conor McGregor. Enquanto o irlandês sobra no quesito mídia, e desta forma garante números surreais em suas vendas de pay-per-views, o campeão dos pesos-leves (70 kg) garante deixar até mesmo as bolsas milionárias de lado por um bem maior.

Sentindo na pele a diferença contratual entre enfrentar o campeão dos pesos-penas (66 kg), duelo que estava agendado para março, Dos Anjos garantiu que não lamenta não ter recebido a bolada planejada no início do ano devido à lesão que o tirou do confronto. Isso porquê, o legado, de acordo com o atleta, é a sua grande meta, independentemente do contracheque.

“Penso no meu legado, é o mais importante. Mostrar bons exemplos, mostrar para as crianças… Nós impactamos muitas vidas. É difícil saber . Estou com saúde, não tenho lesões sérias. Vamos ver. O Dan Henderson está lutando com 45 anos. Quem sabe eu não chego lá?”, brincou durante conversa com jornalistas na última terça-feira (5), em Las Vegas (EUA).

Questionado sobre o valor que teria perdido ao “trocar” uma disputa contra Conor por outra diante de Eddie Alvarez, seu rival desta quinta-feira, em sua segunda defesa de cinturão, o atleta carioca se esquivou e não estimou valores. No entanto, ele deixou claro que a diferença é suficientemente grande para ser sentida em sua conta bancária.

“O Conor vende muito. Está no topo, é o que vende mais. É um pay-per-view grande… Eu estou lutando no Fight Pass agora. Com certeza seria uma luta que traria mais retorno financeiro”, relativizou.

Sobre o desafio que tem pela frente, diante de um dos atletas mais duros da divisão, RDA surpreendeu. Na contramão do crescimento do esporte, que pede cada vez mais por estratégias e evoluções táticas, o brasileiro prometeu que estudar o jogo do oponente não está no topo de suas prioridades.

“Sinto que fiz dois camps juntos, mal posso esperar para lutar e aproveitar. Sempre tem coisas positivas nessas coisas. Entrei em forma tão rápido dessa vez.  Não assisti muitas lutas deles. E tento não ver muito porque se eu fizer isso,vou focar muito no que ele pode fazer e não no que eu faço”, justificou.

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