Esporte

Torneio de MMA servia como fachada para milícia fascista na Ucrânia

15/07/2016 07h00

Oleinik fazia parte da OPLOT e foi proibído de entrar na Ucrânia em 2014 - Divulgação

Oleinik fazia parte da OPLOT e foi proibido de entrar na Ucrânia em 2014 – Divulgação

Uma organização de MMA de fachada para mascarar uma milícia fascista. É difícil de acreditar, mas foi exatamente isso que a entidade ucraniana OPLOT se tornou. Criado em 2010, o torneio escondia um grupo de extremistas pro-Rússia que se opunham ferozmente ao movimento de aproximação da Europa.

Apesar da proposta pública do torneio de criar uma plataforma para lutadores ucranianos com eventos nacionais de MMA, os ideais da organização já ficaram claros desde a sua criação. Em um comunicado oficial da entidade publicado durante o seu início,  deu para perceber  que o patriotismo e o nacionalismo já faziam parte dos pilares da OPLOT.

“Nós acreditamos na saudável ascensão dos mais novos, para que seja distinguido o fraco do forte, o útil do inútil, o imaginário do real. Nós apoiamos o nacionalismo, para o desenvolvimento do povo ucraniano, em uma vida onde as pessoas não liguem para dinheiro, glamour, festa e imaginação. Os pilares devem ser honra, dignidade, uma vida saudável, patriotismo, respeito aos nossos ancestrais e o bem da nossa sociedade”, declarou o comunicado traduzido pelo site ‘Bloody Elbow’.

Entre o período de março de 2012 e fevereiro de 2014, a organização realizou cerca de cem eventos no leste da Ucrânia e tornou-se popular na internet com fãs que não faziam ideia do que acontecia, de fato, por baixo dos panos.

Os atletas da OPLOT eram frequentemente acusados de atacar a oposição política, ameaçar jornalistas e causar arruaça durante movimentos em prol da maior integração europeia. Em 2014, a organização já era conhecida como uma violenta milícia e passou a ser alvo de radicais anti-Rússia. A sede do torneio foi queimada e diversos lutadores foram presos. Sem apoio, a OPLOT rapidamente desapareceu em obscuridade.

A ascensão e queda da OPLOT mostrou a linha tênue entre esporte e política na antiga União Soviética. O que parecia ser ser apenas um torneio para fãs extremos de MMA, era na verdade uma organização criminosa comandada por radicais fascistas.

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