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Patrício 'Pitbull' promete calar críticos em duelo contra ex-campeão do UFC

20/07/2016 06h00

Patrício 'Pitbull' levantou suspeitas sobre a academia Nova União - Erik Engelhart

Patrício 'Pitbull' vai enfrentar Ben Henderson no Bellator 160 - Erik Engelhart

Fora dos octógonos desde que perdeu seu cinturão para Daniel Straus, em novembro de 2015, o brasileiro Patrício Pitbull foi escalado para enfrentar o veterano e ex-UFC Ben Henderson na luta principal do Bellator 160. Sem possibilidade de lutar pelo título a curto prazo, o ex-campeão peso-pena (66 kg) ]decidiu subir para a categoria dos leves (70 kg) para fazer a super luta que acontece no próximo dia 26 de agosto, na Califórnia, Estados Unidos. E ele parece mais motivado do que nunca para isso.

Em entrevista exclusiva para a Ag. Fight, Patrício contou que a ideia de enfrentar o veterano surgiu por parte do Bellator. O brasileiro estaria esperando enfrentar Daniel Straus em uma revanche pelo cinturão, mas o americano quebrou um osso da mão no último duelo e ainda não tem previsão de volta. Para evitar que ‘Pitbull’ ficasse parado, o evento propôs o combate na categoria acima, o que agradou o valente baixinho.

“Como Straus continua machucado, o Bellator perguntou se eu estaria disposto a enfrentar Ben Henderson numa superluta e eu disse que sim. Meu plano principal é recuperar meu cinturão, mas há anos venho pedindo pra lutar com qualquer um dos pesos-galos ao meio-médio e óbvio que ser campeão em mais de uma categoria é algo que almejo. Eu achei ótimo. Uma vitória sobre Henderson vai calar todos que possuem dúvidas das minhas capacidades e acham que sou inferior aos tops do UFC. A luta foi uma proposta do próprio Bellator”, revelou o brasileiro.

Questionado sobre a mudança de categoria, e consequentemente tanto do nível quanto do tamanho dos rivais, Pitbull é enfático em dizer que não sentirá dificuldades. De acordo com ele, a mudança pode até favorecê-lo, já que não vai precisar passar por um corte de peso drástico. Mesmo com a tranquilidade em relação à balança, o brasileiro conta que não vai se descuidar na alimentação para não correr o risco de engordar, já que na visão dele, a velocidade é um dos pontos chaves do combate.

“Eu vou ter menos trabalho no corte de peso e meu corpo vai chegar mais inteiro pra luta. Não pretendo subir meu peso porque estou subindo de categoria. Nos treinos tenho ficado com 73 kg, 74 kg e é o peso que meu corpo responde melhor, a forma que estou acostumado a todos esses anos. Velocidade vai ser importante nessa luta, então a preparação vai ser a mesma com o adicional de forçar menos o corpo. Se for durar os três rounds imagino fazer todos em ritmo máximo. A princípio não penso em mudar meus treinamentos. Talvez, se eu tentar subir o meu peso, meu corpo não responda da melhor forma e esse não é o tipo de trabalho pra se fazer tão próximo da luta. Mas nós vamos avaliando semana a semana”, garantiu.

Quanto às suas expectativas para a disputa, Patrício não esconde que vai se frustrar se não vencer Henderson. Sua principal estratégia ainda é um mistério, mas uma das táticas vai ser sua movimentação na frente do adversário. Para o brasileiro, Ben é um lutador muito completo e o ideal é não menosprezar tanto o seu jogo como a sua estratégia.

“Espero uma vitória, nada mais para mim será aceitável. Estou lutando no peso de cima porque aceitei. Não fui forçado a isso, então lá em cima tem que estar o melhor Patricio Pitbull. Quando subo no cage é para sair de lá vitorioso. Em termos de estratégia, não posso dar detalhes, mas estou buscando me movimentar muito e trabalhar bem as alternâncias entre defesa e ataque. Ele é muito completo, não posso dar vacilo em nenhum aspecto”, confessou o experiente lutador.

Patrício já luta no Bellator há seis anos e soma cerca de 13 vitórias em seu cartel durante esse período. Apesar de nunca ter sido chamado para integrar o time do UFC, ele acredita que isso não é um problema, já que a organização em que luta supre todas as suas necessidades como atleta e profissional.

“O Bellator tem me mantido bastante satisfeito e me envolvido em desafios como o Henderson. Então não acho que preciso sair. Por hora estou tranquilo, o futuro só Deus sabe”, contou o brasileiro.

Quando questionado sobre a exibição e o apelo midiático que os atletas que não integram o UFC são submetidos, Pitbull reconhece que fazer parte do maior evento de MMA do mundo faz diferença. Mesmo assim ele garante que isso não é algo que o afete diretamente. Para ele o importante é ganhar dinheiro e focar nos desafios que são melhores para sua carreira.

“Em relação à exposição hoje o UFC está muito na frente. Mas reconhecimento não põe comida na mesa. Eu busco os desafios e ao mesmo tempo a melhor qualidade de vida possível. Hoje é o Bellator que me proporciona isso. Óbvio que quero ter meu trabalho reconhecido e ver gente falando que lutadores que eu venceria em apenas um round são melhores do que eu só porque estão no UFC me incomoda, mas faz parte do esporte. Tenho que focar no que for melhor pra mim”, finalizou.

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